Num discurso paz e amor, Braga nega rompimento com Omar enumerando anos e anos de sua fidelidade

entrevista de braga na difusora“Em 2006, eu tive a oportunidade de escolher o meu vice, e olha que muita gente queria ser meu vice – pra quem será esse recado, hein? – mas escolhi o Omar. Em 2008 poderia  ter apoiado qualquer um para prefeito, mas eu escolhi apoiar o então vice-governador Omar Aziz. Em 2010, mais uma vez demonstrei ao povo do Amazonas, meu apreço e minha confiança em Omar quando o apoiei para o Governo – nesse momento lembrou que Lula queria que ele apoiasse o senador Alfredo Nascimento. E sempre tenho estado à disposição do governador”. Esse foi o histórico de anos de fidelidade relatado pelo senador Eduardo Braga (PMDB), em mais uma entrevista sobre sua pré-candidatura ao governo nas eleições deste ano, desta vez na rádio Difusora, ao negar que exista rompimento político entre ele e o governador Omar Aziz (PSD). “Essa é mais uma das especulações que fazem por aí”, comentou.

Numa nova versão 2014, do tipo “paz e amor”, Braga contou que já conversou com o senador Alfredo Nascimento, com os deputados federais Sabino Castelo Branco, Carlos Souza, Rebeca Garcia e até com um ferrenho crítico de suas administrações, o deputado petista Francisco Praciano, e ao falar de suas conversas com Amazonino, dedicou uma deferência especial, citando não apenas o cargo de ex-prefeito, mas de ex-governador e ex-senador da República. “Estou sinceramente aberto ao diálogo” declarou Braga.

Mas, ao mesmo tempo, repetiu o que já tinha dito em entrevistas anteriores sobre acreditar que a aliança mais importante é “com o povo e com Deus”. Ele apelou: “Estou aqui humildemente pedindo ao povo que façamos essa aliança”. E deixou claro sua postura política: “o povo é pra quem eu baixo a cabeça”. Braga só endureceu o discurso quando o assunto foi a candidatura do vice-governador José Melo: “O José Melo não conversou comigo pra sair do PMDB. Não conversou comigo pra ser candidato”, comentou dizendo estranhar esse comportamento. E arrematou: “Quando discordei do Amazonino, fui lá e disse pra ele o que pensava, e saí do partido pela porta da frente”. Analisando a situação, Braga disparou: “Não é a toa que o povo tem uma visão tão ruim dos políticos”. (Any Margareth)