Numa “votação relâmpago”, Aleam autoriza Wilson Lima a endividar o AM em R$ 1,5 bilhão com empréstimo

Foto: Assessoria

Com aquela rapidez muita conhecida quando o Legislativo estadual quer aprovar alguma matéria do governo do Estado que vai gerar revolta popular, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), com exceção de cinco deputados, aprovou nessa quarta-feira (14) o projeto de Lei nº 325/2021, onde o governador Wilson Lima há pouco mais de um ano do final do seu mandato pedia autorização para fazer uma dívida de R$ 1,5 bilhão junto ao Banco do Brasil.

Em uma “tramitação relâmpago”, o projeto recebeu parecer favorável das Comissões de Constituição e Justiça, assim como da Comissão de Assuntos Econômicos e foi aprovado em plenário, tudo no mesmo dia.

O pedido de autorização do Poder Legislativo feito por Wilson Lima para um empréstimo bilionário em nome do Estado do Amazonas, vai na contramão dos sucessivos superávits de arrecadação que têm acontecido no Amazonas, mesmo durante a pandemia.

Na justificativa do projeto, o governo de Wilson Lima contraria dados da própria Secretaria de Fazenda (Sefaz) que em seu Relatório de Gestão Fiscal do Amazonas, no mês de junho, declarou que “houve redução expressiva na dívida consolidada e um aumento de 13% na arrecadação do primeiro quadrimestre de 2021, se comparado com o mesmo período do ano passado”.

E por falar em justificativa do projeto, o governador sequer precisou dar maiores explicações ao Poder Legislativo sobre as ações e programas da administração estadual que receberão investimentos após o empréstimo bilionário. Ele se resumiu em dizer que a operação de crédito servirá para “contribuir na recuperação econômica do Estado – mas o Estado não está superavitário, segundo a Sefaz? -, de forma sustentável, gerando emprego e renda para a população, com investimentos nas áreas de educação, saúde, segurança pública e infraestrutura.

Vale lembrar que no governo de Wilson Lima têm ocorrido constantes escândalos de corrupção, envolvendo até mesmo os recursos que deveriam ter sido destinados ao combate à pandemia.

Votaram contra o projeto apenas os deputados Serafim Corrêa (PSB), delegado Péricles (PSL), Wilker Barreto (Podemos), Dermilson Chagas (Podemos) e Ricardo Nicolau (PSD).