Número de mortes por uso de cigarro eletrônico sobe para 11 nos EUA

Uma doença que está sendo relacionada ao uso de cigarros eletrônicos ou vaporizadores nos Estados Unidos causou mais duas mortes no país, elevando o número total de óbitos por conta desta causa para 11.

Sabe-se que mais de 500 pessoas adoeceram com uma doença pulmonar misteriosa depois de fumar cigarros eletrônicos nos EUA, e autoridades disseram que centenas de casos adicionais foram relatados apenas na semana passada.

As primeiras mortes na Flórida e na Geórgia foram anunciadas nesta terça e quarta-feira. Atualmente, 38 estados no país registraram casos da doença ligada ao uso dos dispositivos, com vidas perdidas em oito estados.

O que se sabe sobre a doença pulmonar ligada ao uso de cigarro eletrônico nos EUA

Enquanto a maioria dos pacientes relatou uma história de uso de produtos contendo THC, o composto psicoativo da cannabis, o paciente que morreu na Geórgia nesta quarta-feira relatou apenas o uso “intenso” de vaporizador contendo nicotina.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA tem mais de cem funcionários investigando a causa da doença, e faz um alerta contra o fumo de cigarros eletrônicos até que se saiba mais, principalmente se o dispositivo for modificado ou comprado “na rua”.

‘Mais e mais casos’

“Centenas” de novos casos foram relatados ao CDC apenas na semana passada, disse a principal diretora adjunta da agência, Anne Schuchat, a membros do Congresso dos EUA no Comitê de Supervisão da Câmara nesta terça-feira.

Schuchat disse que as autoridades estão vendo “mais e mais casos” todos os dias e alertou que “a identificação da causa ou causas do surto pode levar um tempo substancial e esforço contínuo”.

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Os sintomas e problemas mais comuns ligados à doença são: problemas respiratórios, incluindo tosse, falta de ar e dor no peito. Alguns também têm vômitos, fadiga e febre.

Dois terços das pessoas com a doença têm entre 18 e 34 anos, enquanto 16% têm menos de 18, segundo o CDC. Até agora, os funcionários não conseguiram identificar um único dispositivo, cartucho ou substância ligada a todos os casos.

Espera-se que o CDC atualize o número de casos conhecidos ainda nesta quinta-feira, o que poderá aumentar significativamente os 530 relatados no último anúncio da agência, em 17 de setembro.