O Amazonas e o Brasil onde vale tudo pra ganhar eleição!

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Hoje é um daqueles dias em que a gente acorda tendo vontade de não ver, não ouvir e nem saber de nada do que está acontecendo a nossa volta e isso é algo muito sério pra quem vive da notícia. É um dilema de vida precisar estar bem-informado, saber das coisas e querer nem saber de nada. E ainda é pior para quem, como euzinha, não consegue ficar impassível diante dos absurdos – na verdade estava pensando em escrever um “palavrão” medonho no lugar da palavra “absurdo”, mas é impublicável.

No Amazonas, enquanto é registrado um aumento de quase R$ 2 bilhões na arrecadação do Estado, o governador Wilson Lima vem endividando o Estado de forma nunca vista, com seguidos empréstimos que já ultrapassam o montante de R$ 3,3 bilhões.

Ao mesmo tempo cria benefícios, como o Auxílio Estadual que pagará R$ 150 reais para 300 mil famílias, custando aos cofres públicos R$ 45 milhões por mês e R$ 540 milhões ao ano. Que fique bem claro que ninguém aqui quer discutir a importância de um auxílio para famílias em vulnerabilidade social, porém até uma simples dona de casa sabe que pra você aumentar gastos de um lado, você tem que diminuir custo de outro.

Mas, Wilson Lima, não corta custos com propaganda, por exemplo, que ultrapassaram o valor de R$ 122 milhões no ano passado. Wilson poderia ainda cortar o número cada vez maior de cargos comissionados com altos salários para apadrinhados, correligionários, xerimbabos, lambe botas ou gente desse gênero, mas isso não acontece e nem vai acontecer, corre o rico de ficar pior com a proximidade do ano eleitoral.

Para Wilson Lima não interessa se o Estado vai ficar lascado, o que interessa é ganhar à reeleição para governo. E ele ainda faz chantagem descaradamente com um dinheiro que é da própria população. “Enquanto eu for governador, o auxílio será pago religiosamente todos os meses”, diz Wilson deixando nas entrelinhas a ameaça de que, se não for eleito, o auxilio deixará de existir.

O que se dizer então dizer do patriota Messias Bolsonaro para quem o Bolsa Família de R$ 150 reais criado no Governo Lula era “dinheiro público pra sustentar vagabundo”. Pois agora esse valor aumentou pra R$ 400 reais e vai custar R$ 84,7 bilhões em um ano nas contas de um Brasil combalido economicamente pela pandemia.

E, para pagar o seu Auxilio Brasil, Bolsonaro nem se importa em ficar fazendo troca de favores com os parlamentares do Congresso Nacional, a quem seu governo tachava de “ladrões”, para poder aprovar a tal PEC dos Precatórios que nada mais é do que autorização para dar calote em entes públicos e privados aos quais o governo federal deve, como os professores por exemplo.

E nem importa também se isso faz com que o Brasil perca credibilidade aos olhos dos investidores que não vão querer saber de negócios com um país caloteiro. E cadê o Brasil acima de tudo? Pelo jeito, o Brasil não está acima da reeleição.

Wilson Lima já cometeu a ilegalidade de violar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao ultrapassar o limite de gastos com pessoal. Messias Bolsonaro vai furar os teto dos gastos, já “pedalou” o quanto quis – em 2019 as pedaladas chegaram a R$ 55 bilhões -, não faz nada para reduzir o valor dos combustíveis, não gera empregos, não combate a fome, não interfere nos preços dos alimentos e etc,etc,etc…

E enquanto os jornalistas têm de suportar os chamados “ossos do ofício” de ver os absurdos perpetrados por Wilson Lima e Messias Bolsonaro, comprometendo o futuro do Amazonas e do Brasil, eles vão mandando e desmandando contando com o silêncio obsequioso da Justiça que nada vê, nada ouve e muito menos fala.