O Amazonas “sangra” em rede nacional (ver vídeo)

O Amazonas virou manchete em veículos de comunicação nacional desde o ano passado e não parou mais de estar nos noticiários. Tudo começou com matérias sobre o caos na saúde pública e a morte de crianças cardiopatas. Comoveu o Amazonas e o Brasil o caso de Talita, de 21 dias de nascida, que morreu pela falta de uma cirurgia cardíaca mesmo o Amazonas tendo um hospital de referência nessa área, o Francisca Mendes, e mesmo a família tendo conseguido uma decisão judicia obrigando o governo do Estado a fazer o procedimento cirúrgico. O governo não cumpriu a decisão judicial e Talita morreu.

E quando a gente pensava que o Amazonas ia parar de ser destaque negativo no noticiário nacional, lá vem matéria de novo nos expondo a abominação pública pela existência de supersalários para um grupo de apenas 150 servidores públicos. Salários com mais de 225% de reajuste e valores de até R$ 35 mil. Um gasto de mais de R$ 40 milhões por ano com um pequeno grupo de servidores, enquanto os salários dos funcionários públicos foram congelados por dois anos, sob alegação do governo de que o “Estado está quebrado” e “sacrifícios precisam ser feitos”. Uma lógica cruel e detestável onde tem que existir o sacrifício de uns tantos para que outros possam ter privilégios.

Mas não parou por aí gente o escárnio público da nossa terra. O Amazonas virou manchete nacional agora por causa de uma violência desenfreada que já matou 33 pessoas em apenas nove dias, em Manaus. Esses números, segundo a imprensa nacional, são da própria polícia. Mas essa mesma polícia ainda aparece em rede nacional dizendo que está tudo sobre controle. Controle de quem mesmo hein? A única resposta que costumam dar para as mortes é “guerra de facções”. Os responsáveis pelos crimes, em sua grande maioria, não são identificados e, por isso, não vão parar na cadeia.

A vítima dessa vez foi um menino de apenas dez anos, Renan Souza da Gama, que estava brincando de bicicleta na rua e foi morto por uma bala perdida. O pai diz que o menino queria ser jogador de futebol. A violência em Manaus tirou esse sonho de Renan.

E as manchetes rotineiras em rede Nacional têm ferido nosso orgulho de ser do Amazonas e nosso coração pela dor da nossa gente. Temos que fazer alguma coisa para estancar essa sangria.