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O Brasil e a enganação das “guerras” fabricadas

 

A todo momento me pego perguntando a mim mesma se há algo de errado comigo, se eu estou vendo o que não existe ou se as pessoas estão, por algum motivo, com os sentidos embotados e não conseguem enxergar além das aparências e nem ver que há segundas intenções por trás das “guerras” de palavras e dos ataques insanos e desnecessários.

Não precisa sequer ser um grande historiador para saber que nenhum povo teve grandes conquistas econômicas e sociais em tempos de conflitos e “guerras”, sejam elas dentro de suas próprias fronteiras ou fora delas. Uma Nação precisa de paz! A destruição, a miséria e a violência são os visíveis resultados de nações que vivem em conflito. E nesses conflitos há sempre ridículos homenzinhos que posam de vestais da moral e salvadores da Pátria, mas na verdade pregam uma moral que não têm e estão a serviço não da Pátria e nem do seu povo, mas sim dos mais ricos e poderosos.

Assim temos vivido no Brasil, de falsas “guerras” e dias de crise que só existem para criar um patriotismo doentio e exagerado que só interessa para manter a casta dos poderosos, os ricos com os mesmos privilégios e os pobres como aqueles para os quais sãos reservados todos os sacrifícios pela Nação.

É só lembrar que em meio ao impeachment de Dilma começaram as defesas de uma reforma trabalhista que veio a ser feita por Michel Temer. Em meio ao ufanismo do “vem pra rua”, do “Fora Dilma” e do choro agarrado com a bandeira do Brasil e do Hino Nacional cantado aos berros e às lágrimas, veio a perda dos direitos trabalhistas e do quase aniquilamento da Justiça do Trabalho. Depois da “guerra” contra os “petralhas” e da cadeia ao “PT que destruiu o Brasil”, os trabalhadores viram nascer uma turba de trabalhadores informais sem direito algum

E veio uma eleição e uma onda de extrema direita, com uma “guerra” sem tréguas aos “comunistas”, aos “imorais”, à “ditadura gay” de uma turba ensandecida que se autodenomina cristã, mas prega violência e o desrespeito, conservadora, mas com inúmeros casamentos e várias famílias, moralizadora, mas que emprega parentes e banca milicianos e honesta, mas que desvia dinheiro público em benefício próprio.

Mas eles, esse povo lindo, louro, rico e bem nascido foi “o escolhido por Deus para salvar o Brasil”! Mas para isso, os mais pobres tiveram que dar mais uma parcela de contribuição aceitando uma previdência que, ou o cabra aguenta trabalhar quarenta anos sem parar um dia sequer de contribuir, ou “o Brasil vai quebrar”.

E a cada “guerra” criada e a cada onda de patriotismo, o rico fica mais rico e o pobre paga a conta. E o povo está sendo chamado às ruas de novo e o ódio dessa vez é contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal -olha que eu não morro de amores por esses caras não! -, os únicos que ainda podem impedir que mais uma reforma feita pelo Governo de Messias Bolsonaro, dessa vez a Reforma Tributária, não mantenha todos os privilégios dos mais ricos e nem continue cobrando dos mais pobres essa carga astronômica de impostos que leva milhares de famílias à miséria.

O que será que vai acontecer dessa vez! Queira Deus que eu esteja errada e que o povo não banque mais uma falsa “guerra patriótica” onde somente o próprio povo contabiliza as perdas e ninguém mais.