O bronqueado Armando do Valle e o governo do novo

O Governo de Wilson Lima, que usou como mote de campanha durante as últimas eleições a denominação de “Governo do novo”, vira e mexe aparece com alguém pra lá de bronqueado em suas hostes. Isto porque, desde o início dos anúncios de futuros secretários, há nomes conhecidos pelos órgãos de controle, pela Justiça estadual e até mesmo federal.

Nesta quinta-feira (27), o governador eleito anunciou oito nomes para Secretarias e órgãos da Administração Indireta. Entre eles está o administrador Armando Silva do Valle, nome conhecido pelo povo de Parintins (a 534 quilômetros de Manaus) e, mais ainda, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1ª).

Ele assumirá a direção da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), que tem gente – inclusive euzinha – que pensa que nem existe mais já que foi vendida pelo governador Amazonino Mendes (PDT). A Cosama atualmente é responsável por captação, no tratamento e na distribuição de água em apenas 12 dos 62 municípios do Amazonas. Na verdade, nas coxias do Poder, lá pelas bandas do Palácio do Governo, na Compensa, a Cosama é tida como uma Companhia que só existe para bancar os altos salários de corpo diretivo – os chamados “amigos do rei de plantão”.

O novo diretor-presidente da Cosama, Armando Silva do Valle, foi alvo de uma ação do Ministério Público Federal (MPF) no período em que foi superintendente regional da Caixa Econômica no Federal (CEF) por fraudes em empréstimos.

Segundo o MPF, em 1995, Armando Silva do Valle, na condição de superintendente regional e Washington Luiz Guedes Coelho,à época gerente de agência da CEF, foram responsáveis pela concessão de empréstimos fraudulentos a Augusto Cesar Barbosa Silva, a Jerônimo Paraguassu Sanches de Oliveira e a Samara Franco Travessa Guedes (esposa de Washington Luiz Guedes Coelho).

Ao final das investigações, o TRF da 1ª Região arquivou a ação contra Armando do Valle determinando “ausência de provas” e avaliando que o MPF não conseguiu provar que ele, na condição de superintendente regional, tinha conhecimento ou deu anuência para as fraudes.

Fraude no Festival folclórico em Parintins

Armanda Silva do Valle tem o título de “persona non grata” (pessoa que não é querida e nem bem-vinda) no município de Parintins porque, em 2015, ele foi acusado de manipulação e fraude do resultado do 50º Festival Folclórico no município.

Na época, Armando do Valle virou alvo de uma ação penal por meio de um procedimento investigatório criminal após vazarem áudios de uma conversa na qual participam ele, o então teatrólogo do Caprichoso Chico Cardoso e uma terceira pessoa identificada como “Kid” sobre um provável aliciamento de jurados do festival, como meio de favorecimento ao boi Caprichoso.

Naquele ano, o Caprichoso sagrou-se campeão obtendo 1.254,3 pontos contra 1.214,3 do rival Garantido.

Mais uma vez o governo do novo tem alguém apontado como autor de velhas e nada boas práticas. Desde a formação da comissão de transição Wilson tenta nomear para o Governo de denunciado na Lava-Jato a candidato derrotado nas urnas.

E olha que o Governo efetivamente nem começou…