O capitão bigode grosso fala fino com Trump

A cada anúncio de alguma nova – com cara de velha e de extrema direita – medida do governo de Messias Bolsonaro, mas chego à conclusão que seu jargão de campanha, infelizmente uma passagem bíblica usada politicamente, tem tudo a ver com o chefe do Executivo do Brasil. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará “, era e ainda é, repetido por Bolsonaro inúmeras vezes como se fosse um mantra. E, numa dessas peças pregadas pelo destino, o povo tem conhecido a duras penas a verdade sobre Bolsonaro. Se o povo vai se libertar dele, isso já é outro caso, já que a população brasileira que, por muito menos, bateu panela, fez buzinaço e foi pras ruas, agora tem uma postura silenciosa e subserviente.

Quer ver um exemplo do Messias Bolsonaro fake? É só lembrar que na campanha Bolsonaro fazia as vezes de capitão bigode grosso que esculachava todo mundo – os mais fracos, logicamente – e fazia até armazinha com a mão pra mostrar que era machão. Mas, o capitão bigode grosso fala fino e aceita tudo, até prejuízos para o Brasil, quando se trata de decisões de Donald Trump, a quem Bolsonaro tietou como se fosse um qualquer e não o presidente da República.

Com tão pouco tempo de governo, a política externa do super capitão dá sinais de fracasso. E não era pra ser assim, já que Bolsonaro alardeou aos quatro cantos um melhor relacionamento com outros países e, principalmente com os Estados Unidos, com o fim dos governos esquerdistas. Pelo jeito, o que o Messias pregava não era verdade.

Na segunda-feira passada (02), Donald Trump anunciou a intenção de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio procedentes de Brasil e Argentina. Em resposta ao anúncio de Trump e à medida que traz grande prejuízo ao Brasil, Bolsonaro disse apenas que, se necessário iria ligar para Trump – como se questões econômicas tão graves fossem resolvidas pelo telefone! – mais uma mentira de Messias Bolsonaro.

Mas, pelo visto, até a intenção de ligar era meia verdade do Messias já que ele não ligou para Trump. O presidente demonstrou publicamente que prefere esperar o mal (no caso a taxação sobre o aço e o alumínio) acontecer. Bolsonaro fez questão de destacar que Trump “ainda não bateu o martelo”.

O capitão bigode grosso fala fino com Trump: “Não é porque um amigo meu falou grosso numa situação qualquer que já vou dar as costas pra ele”. Mas, primeiro, que essa não é uma “situação qualquer”, segundo que quem está dando as costas para o Brasil – ao mesmo tempo que larga a peia – são os Estado Unidos e, por último, com um amigo como Trump, quem precisa de inimigo?

Pelo jeito, a tal “amizade” tão falado por Bolsonaro era fake, assim como muitas coisas ditas e feitas por Messias Bolsonaro, frutos de uma cabeça delirante.