O confuso jogo da sucessão estadual

Nesta quinta-feira (27), não se falava de outra coisa pela cidade senão a viagem de Omar e Braga ao interior do Estado para a inauguração de obras. Principalmente, aqueles políticos que, nos últimos tempos, resolveram andar colados com o vice-governador José Melo e davam como certa a indicação dele (Melo) pelo governador Omar Aziz para ser seu sucessor. Até ontem, era só se falar em eleições para o Governo do Estado que se via uns e outros sorrindo de orelha a orelha e contando sobre as viagens ao interior feitas pela dupla que comanda o Estado, Melo e Omar, e das demonstrações de apreço e apoio do governador para com seu vice. Pois, ontem, essa mesma turma estava meio borocochô – triste, desanimada, combalida, amofinada …O motivo: a viagem de Braga com Omar para o interior do Estado com direito a pose pra fotos caminhando lado a lado, tipo aqueles cartazes de época de campanha política. E Melo pra Brasília. E era só um jornalista estar por perto pra essa rapaziada crivá-lo de perguntas: E aí qual é a sua leitura sobre essa reaproximação de Omar com Braga? Será que Omar já descartou Melo? Omar vai ser mesmo o candidato a senado de Braga? Mas, não tinha a possibilidade do candidato de Braga ao senado ser Amazonino?  Pois é, nesse complicado jogo de poder tem neguinho que tá mais perdido do que cego em tiroteio. Entendeu?

PF na ALE

Entre as conversas de pé de ouvido pelos corredores da ALE, uma foi à campeã dos cochichos pelos cantos das salas, banheiros e dependências do gênero. Mas, é lógico que ficamos sabendo, porque nosso Radar capta até cochicho. Diz que policiais federais estiveram na ALE nesta quinta-feira (27) a procura do assessor de um dos deputados. E pelo jeito tem muito de  verdade naquele dito popular que diz que o povo até aumenta, mais não inventa, porque era só falar no assunto pra pintar o “barata voa”, todo mundo sair dando as costas, com um sorriso meio sem jeito e dizendo que não confirmava nada, como no caso do pessoal da Casa Militar da ALE. Mas, também não desmentia, então …

 Socorro!

E depois do que ocorreu com o colega Jackson Rodrigues, cinegrafista da Band, que sem mais nem menos foi agredido e preso pelo tenente da PM, Carlos Eduardo Esteves Vedor, o povo aqui do Radar, que se recusa em ser alienado, ficou imaginando se colocassem o dito policial naquelas zonas de conflito durante manifestações em São Paulo onde os policiais são alvos de pedradas, rojões e até coquetel molotov (bomba caseira). Não precisa nem dizer o que ia acontecer, né mesmo?

Fora das ruas

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/AM) informou através de nota à imprensa que o tenente Carlos Eduardo Esteves Vedor está fora das ruas após as cenas explícitas de truculência e abuso de poder contra o cinegrafista Jackson Rodrigues. Segundo a SSP ele estaria cumprindo expediente administrativo. Além disso, O Radar sugere que, a exemplo do acontece nas melhores estruturas policiais do mundo, fosse realizado um trabalho psicossocial com o policial para quem sabe modificar seus métodos de abordagem para com os cidadãos e memorizar que o lema da nobre policia militar, se não estamos enganados, é Proteger e Servir.