O dia em que o povo do Amazonas foi tratado como bandido e Manaus ficou sitiada (ver vídeos)

Nem eu acreditei nas imagens que estava vendo! Policiais com metralhadoras, alguns com rosto todo coberto com as chamadas balaclavas, mandando senhores idosos e mulheres descerem de ônibus e ficarem de pé na rua, debaixo de um sol escaldante, tratados como bandidos, humilhados como se estivessem cometendo algum crime.

As entradas da cidade de Manaus foram fechadas com barreira da SSP-AM e a cidade ficou sitiada como se viesse do interior do Amazonas ameaça iminente, gente perigosa.

Os veículos, sejam de pequenos ou grande porte, todos apreendidos como se carregassem algo ilícito. Policiais apreendendo ônibus por falta de extintor de incêndio.

Para deter “gente tão perigosa” a missão foi dada aos agentes da Segurança Pública do Amazonas, cujo lema é “proteger e servir”, os mesmos policiais que têm visto sua batalha diária ser desvalorizada e seus direitos serem desconhecidos, exatamente pelos mesmos mandatários das ordens de desrespeitar o direito de ir e vir dos cidadãos amazonezes, direito garantido pela Lei Maior da Nação, a Constituição Federal.

E a única coisa que me acalentou o peito e diminuiu a revolta foi ver que o povo não suportou tudo calado, se revoltou, gritou alto, reclamou, em uma das barreiras policiais, chegou a fechar a Ponte Jornalista Phelippe Daou. O povo transformou em imagem para o Brasil inteiro ver a primeira vez na história em que o povo foi tratado como bandido e Manaus foi sitiada por quem jurou defendê-la.