O espanto mundial com a participação brasileira na ONU

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A presença do presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e da comitiva do seu governo na Assembleia- Geral das Nações Unidas (ONU) causou um grande espanto mundial. Primeiro porque o presidente brasileiro parecia acreditar estar discursando para aquele povo do cercadinho que aplaude qualquer absurdo que ele fala e não com líderes mundiais, mulheres e homens cultos, politicamente coerentes e engajados com avanços sociais em seus respectivos países.

Como se não bastasse o show bizarro de entrar pelos fundos de um hotel em Nova York para não ter que enfrentar manifestantes contrários a ele – cadê o capitão bigode grosso nessas horas? – e de comer em pé em caçadas, em frente à restaurantes para não apresentar comprovante de vacinação, Messias Bolsonaro virou manchete negativa na mídia internacional com um discurso recheado de absurdos e mentiras.

O Brasil virou destaque mundial com um presidente que se nega a tomar a vacina enquanto líderes mundiais, sejam eles de que ideologia forem, encabeçam campanhas pra fazerem os cidadãos de seus respectivos países se imunizarem.

Um dos principais noticiários do mundo, o New York Times, mostrou o presidente brasileiro defendendo o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19, mesmo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) já tenha demonstrado que esses remédios não servem pra tratamento de Covid e ainda põem em risco a vida das pessoas.

O britânico Guardian destacou o fato do presidente do Brasil minimizar os impactos do vírus e se recusar a ser vacinado

A imprensa foi unânime em mostrar que Bolsonaro mentiu sobre sua política de preservação do meio ambiente, sobre avanços na economia, sobre a proteção aos povos indígenas e etc,etc,etc…

Num dos piores momentos, culpou os governadores e prefeitos do Brasil que impuseram medidas restritivas para conter os cada vez maiores índices de contaminação por coronavírus e as mortes por Covid-19. “As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo”, disse Bolsonaro, tirando a culpa da inflação da sua incompetência como governante e jogando para os governantes estaduais e municipais.

E o presidente Messias Bolsonaro ainda levou para ONU o coronavírus na bagagem. Um dos contaminados para nossa vergonha mundial é o próprio ministro da Saúde que ficará agora 14 dias em quarentena nos Estados Unidos. A presença do ministro se resumiu a dois fatos impressionantes, num deles Queiroga fez aquele gesto considerado imoral de mostrar o dedo médio para manifestantes contrários a Bolsonaro e no outro testou positivo para coronavírus. Nada mais do que isso.

Foi esse o teatro bizarro do presidente da Nação Brasileira que espantou o mundo.