O evangélico Crivella interferiu no Carnaval do Rio para beneficiar duas escolas, diz MP


A investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro que apura a existência de um suposto esquema de corrupção na Prefeitura do Rio, apontou a interferência do prefeito Marcelo Crivella no resultado do carnaval de 2018. Naquele ano, as escolas Grande Rio e Império Serrano foram rebaixadas.

Segundo os promotores, por influência direta do empresário Rafael Alves, Crivella escreveu uma carta à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

No documento, o prefeito informa o “nada a opor” da Prefeitura do Rio ao convite para que as duas escolas, mesmo rebaixadas, participassem do desfile do grupo especial, a elite do carnaval carioca, no ano seguinte – o que, de fato, aconteceu.

A influência do empresário no universo do carnaval começou a partir do momento em que Crivella nomeou seu irmã, Marcelo Alves, como presidente da Riotur. O órgão é responsável pela promoção de eventos turísticos na cidade – o carnaval está entre eles.