“O futuro presidente vai administrar um orçamento de R$ 250 milhões”, diz Sidney Leite ao avaliar a disputa para presidência da ALEAM

sidneyPode se fazer críticas ao líder do Governo na Assembleia legislativa do Estado (ALEAM), deputado Sidney Leite (PROS), menos que ele foge de falar sobre determinados assuntos ou escamoteia suas intenções. Pelo menos, foi o que o Radar notou nesta quarta-feira (26) ao entrevistar Sidney Leite que não tentou esconder sua intenção em ser presidente da Casa, deixou bem claro o tamanho do poder político (e até econômico) do parlamentar que está sentado naquela cadeira de presidente e fez até mesmo afagos à oposição no Legislativo, numa atitude que lembra candidatos em campanha política.

“Se eu disser que eu não tenho pretensão de ser presidente da Assembleia, eu estaria mentindo. Todos os 24 deputados que estão encerrando essa Legislatura e os que vão iniciar têm interesse em presidir esse Poder (Legislativo). E outra coisa, não esta mos falando de um pequeno Poder. Nessa manhã em que discutimos orçamento soube-se que o futuro presidente da Assembleia vai administrar um orçamento de R$ 250 milhões (anual)”, disse o líder do Governo, deputado Sidney Leite sendo interrompido por um assessor que cita um valor inferior para o orçamento da ALEAM, algo em torno de R$ 230 milhões, mas o deputado reafirma o valor anterior justificando pelo fato de que o Legislativo “sempre tem superávit de receita”.

O parlamentar acrescenta: “Nós temos aqui um Poder muito forte. Este Poder está na segunda posição da linha sucessória do governador. Por exemplo, hoje o vice-governador, em função da renúncia do governador Omar e o vice ter assumido o Governo, é o presidente da Assembleia. Então, se eu disser que eu não tenho, não acalento esse sonho, esse desejo, estaria mentindo. Porém, em contrapartida, ele lembra que sua posição de líder do Governo faz com que ele tenha que pensar coletivamente. “Eu tenho um compromisso para com o Governo e com os parlamentares da bancada governista que vamos chegar a um entendimento e vamos chegar a um único candidato e, é lógico, ao restante dos cargos da mesa Diretora porque eu defendo o seguinte, que o Parlamento tem que ter oposição, até porque se não tiver não é Parlamento e a oposição é importante independe do perfil dela”, diz ele ensaiando aproximação com a oposição com vistas a uma posição composição para os cargos da Mesa Diretora, e fazendo afagos até mesmo no adversário do governador, nas últimas eleições, o senador Eduardo Braga (PMDB).

“Nós tivemos pela primeira vez na história do Amazonas uma eleição muito disputada com duas grandes lideranças. Nós tivemos o senador Eduardo Braga que já foi governador do Estado, já foi prefeito de Manaus, é senador da República. Alguém que disputou todas as grandes eleições majoritárias desse Estado, foi duas vezes governador, e o atual governador José Melo. Se analisarmos temos aqui, eleitos, sete deputados pela coligação do senador Eduardo Braga e mais a deputada Alessandra Campelo. Por isso, eu particularmente defendo que tenhamos a habilidade na construção da composição da Mesa, inclusive para contribuir para a governabilidade o governador José Melo”, defende o líder, habilmente pensando em tornar mais fácil a vida do governador sem uma grande e ferrenha oposição na Casa – afinal como ele mesmo disse são oito deputados eleitos pelo grupo de Braga que, ao se juntarem com dois tradicionais membros da oposição, José Ricardo Wendling e Luiz Castro, se transformam em 10, quase a metade dos membros do Legislativo que são 24. (Any Margareth)