O gráfico da escalada da loucura e da maldade que são aliadas do coronavírus

Como euzinha costumo dizer, o cabra pode até se livrar de uma bala, mas não se livra da língua bifurcada dos espirituosos e sagazes internautas deste País. Foi exatamente nas redes sociais que dei de cara com esse gráfico que é semelhantes àqueles que mostram a escalada da pandemia do novo coronavírus no Brasil. O gráfico mostra a escalada da loucura e da maldade da maior autoridade desta Nação que, coincidentemente – será coincidência, meu povo? – vai aumentando ao mesmo tempo que a contaminação por coronavírus e que o número de mortos no País, a cada dia, por Covid-19.

No início de março, mesmo com milhares de pessoas morrendo em outros países, Messias Bolsonaro pregava que “não havia motivo para pânico” porque “muito do que falavam era uma fantasia”. Exímios criadores de teorias da conspiração, onde há sempre inimigos conspirando contra ele e a Nação, Bolsonaro e sua trupe disseminavam essa ideia de uma conspiração comunista para enfraquecer a economia do País e, consequentemente, seu governo que já não vinha bem das pernas, cambaleante com altos índices de desemprego, recorde de alta do dólar e PIB em queda – tem bolsominion delirante que até hoje acredita que a pandemia é uma farsa e que nem as mortes são verdadeiras.

Quando as mortes começaram a acontecer no Brasil, Bolsonaro mudou sua tática de manipulação da opinião pública oscilando entre a loucura da conspiração e a maldade de achar normal que alguns morram, segundo ele, para que o Brasil se mantenha economicamente forte. Bolsonaro começou a fazer pouco caso do número de mortos dizendo que “outros vírus mataram muito mais” e que “o povo estava sendo enganado o tempo todo sobre o vírus”. O coronavirus nada mais era que uma “gripezinha”.

E mesmo quando as mortes no Brasil passaram de dezenas para centenas e chegaram a milhares, Messias Bolsonaro decidiu voltar atrás em suas declarações e ações de desmobilizar a população para conter a disseminação do vírus. Ele tem sido o pomo da discórdia de grande parte da Nação Brasileira. Enquanto servidores da saúde morrem na linha de frente pra salvar a vida de outros brasileiros, Messias Bolsonaro estimula gente a ir pra rua, se colocar em risco e, principalmente, por em risco outros cidadãos, ainda mais aqueles mais frágeis como idosos, diabéticos, cardiopatas, hipertensos e outros que fazem parte do grupo de risco.

Bolsonaro, em seus delírios, mesmo sem ser médico, passou a apontar hidroxicloroquina como o remédio para a cura do Covid-19, sem nenhuma comprovação científica disso – bom lembrar que ele diz não acreditar na ciência – e criou um segundo problema: o remédio usado por pacientes de malária sumiu das prateleiras das farmácias.

Bolsonaro boicota o esforço de governadores e prefeitos que tentam a todo custo manter o isolamento social para desafogar os hospitais e reduzir os índices de mortalidade. O Messias implanta a política do caos, aglomerando gente para mostrar que o povo o idolatra, nem que pra isso alguém tenha que se infectar.

E agora que o Brasil chegou ao número de mais de 400 mortos por dia e um total de quase sete mil mortos, Bolsonaro só tem uma cosa a declarar: E daí? Quer que eu faça o quê? Sou Messias, mas não faço milagre”.