O mesmo Governo que fecha unidades de saúde pública já gastou R$ 25,7 milhões em fretamento de aeronaves e passagens aéreas

Melo Rico e CaicSe no Governo do “bom e humilde velhinho” José Melo está faltando dinheiro para manter o sistema de saúde pública, inclusive o atendimento a idosos e crianças, o mesmo não acontece com os gastos com passagens aéreas e fretamento de aeronaves. Somente nos primeiros cinco meses do ano, já foram empenhados para pagamento às agências de viagem e empresas de fretamento de aeronaves, R$ 25,7 milhões e já foram efetivamente pagos R$ 23,6 milhões (ver relação de gastos no final da matéria).

Na lista de empresas, apenas uma recebeu menos de R$ 1 milhão do Governo do “professor voador”, a Apuí Taxi Aéreo Ltda, o restante foi acima desse valor, com destaque para a velha conhecida dos governos de Omar e Melo, Rico Táxi Aéreo, com ganhos de mais de R$ 17 milhões apenas nesse início de ano.

Os motivos para tanta viagem, principalmente para tanta aeronave paga com dinheiro público, não são ditos no Site Transparência (sem transparência) do Governo do Estado – cadê o Ministério Público que não diz nada meu povo? O que se ouve a boca miúda pelos corredores do Poder Executivo e até do Legislativo é que o fretamento de aeronave tem tudo a ver com o Banco do Povo do governador – aí não falta dinheiro – com direito a assentos reservados para deputados da base aliada na Assembleia legislativa do Estado que querem sair nas fotos e fazer bonito em seus respectivos redutos eleitorais no interior do Estado – sem falar do presidente da Assembleia que quer se catapultar a vice de Artur Neto nas eleições desse ano.

Em contrapartida, o governador leva dinheiro para os municípios dos prefeitos aliados que tanto o ajudaram a garantir sua reeleição e ainda tem a justificativa de estar “fomentando o empreendedorismo” nas barrancas do interior do Amazonas de onde ele, “bom e humilde filho de seringueiro, veio ainda menino que vendia frutas em tabuleiro”  –  Ah se tivesse o Banco do Povo nessa época para fomentar o negócio dele, né mesmo gente?

E, coincidentemente – será meu povo? – os agraciados com dinheiro público são sempre correligionários dos chefes do Executivo dessas cidades, candidatos nas eleições desse ano. E aí, fica muito bem explicado – mas não justificado – o porquê de tanto gasto com viagens pra tudo que é lugar no interior do Amazonas, afinal, para o professor voador torna-se mais urgente fazer seus correligionários ganharem eleição do que manter unidade de saúde funcionando na capital do Estado. (Any Margareth)

RELAÇÃO DE GASTOS CASA MILITAR