O Messias, o Flamengo e uma nega chamada Teresa

Foto: Reprodução

“Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Teresa”, diz Jorge Ben Jor na letra da canção “País Tropical”. O presidente Messias Bolsonaro não é uma coisa e nem outra. Que se saiba é palmeirense, apesar de viver trocando de camisa de time, e jamais teria uma nega chamada Teresa – acho que não preciso explicar porquê, né mesmo?

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Não sei por qual motivo essa música me veio à mente quando soube da “visita surpresa” do presidente Messias Bolsonaro ao treino do Flamengo, na última sexta-feira, dia 22 de janeiro. Deve ser porque minha mente, graças a Deus, tem uma espécie de “gatilho” que me faz conseguir manter minha sanidade mental e não pirar de raiva quando me deparo com alguma situação que me revolta: eu canto!

E eu canto pra esquecer que o Messias, ao invés de ir para o treino de um time de futebol, poderia ter vindo pra Manaus pra ver que meu povo está morrendo sem oxigênio, sem leito de ITU, sem providências e sem salvação.

Eu canto pra não lembrar que o líder da Nação Brasileira poderia estar viajando para outros países, até pra China se fosse necessário, pra desfazer os problemas diplomáticos que ele, seus filhos e seu próprio governo criaram e conseguir, desta forma, comprar o chamado IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) para a produção de vacinas, porque só assim haverá condições de imunizar mais de 200 milhões de cidadãos brasileiros.

Mas quem precisa de fazer política externa quando pode mudar de camisa de time e agradar a milhões de torcedores fanáticos, né mesmo? Desta forma, Messias Bolsonaro trabalha pouco e se diverte mais, aglomerando e fazendo suas lambanças.

E enquanto o presidente Messias não cuida direito do meu país tropical, bonito por natureza, e continua tratando a pandemia como gripezinha, nosso povo continua morrendo, agora já são mais de 217 mil mortos. E enquanto ele posava pras fotos com o time do Flamengo quantas negas chamadas Terezas devem ter morrido?