O nome disso é Chicana gente!

Agora a gente já sabe o que está fazendo o presidente da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), deputado Josué Neto, que desde o dia 27 de junho  recebeu o requerimento com a assinatura de nove deputados para instalar a CPI da Telefonia, e ficou dizendo que ia analisar, e mandou pra procuradoria da Casa dar parecer jurídico, e agora diz que vai analisar o parecer…É também já aprendemos o que é que o Governo do Estado está fazendo sobre uma possível redução do ICMS de 17% incidentes sobre os itens da cesta básica que, segundo o governador Omar Aziz ia ser reduzido, e mandou formar uma comissão de deputados para estudar o assunto, e já se passaram meses e ele nem fala no assunto…O nome disso é “chicana” gente (jargão jurídico  que significa uma manobra para dificultar o andamento do processo) e que foi revelado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa para caracterizar o comportamento do vice-presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, durante o julgamento dos recursos dos acusados do mensalão. A palavra chicana, nos lembra uma outra, achincalhar – ridicularizar, escarnecer, aviltar – , algo parecido com que o que Barbosa fez com Lewandowski, e que a gente aqui do Radar achou nada mais do que merecido, diante de situações em que nos obrigam a sentir o gosto amargo da impotência de ver o tempo passar e nada acontecer, como se fôssemos nada também.

Dicionário do Barbosa

Com a criatividade e o humor próprio dos brasileiros ninguém se admire se chicana não virar uma expressão popular, utilizada em situações em que um certo cidadão deu o “desdobro” no outro, ou um “balão”, ou “empurrou com a barriga”, ou deu uma de “João sem braço”, ou coisas do gênero. Pelo jeito, o dicionário juridiquês do Barbosa vai virar cultura popular!

E por falar em desdobro

Nesse caso não é chicana porque não serve pra dificultar, mas sim pra facilitar, mas leva a fazer uma correlação porque tem tudo a ver com aquelas manobras que levam a gente a ver o que, na verdade, não existe. Assim, um parceiro do Radar que trabalha lá pelas bandas da Semed, nos fez pensar quando confidenciou como se dá a agilidade da reinauguração de determinadas escolas municipais. “Chegamos um dia antes da reinauguração de uma escola lá no bairro Terra Nova, onde ia estar o prefeito e o secretário e a rua era de barro, estava terrível, mas chegaram uns operários da Seminf, que mais que depressa passaram um breu pela rua, que pelo menos pintada de preto ela ficou, se bem que não dura 24 horas e uma chuva”, disse ele entre risos. E a gente se sentiu achincalhado pacas!