O novo cargo do general Pazuello no governo do capitão Bolsonaro

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Realmente deve ser muito difícil a vida na caserna, já que o general da ativa Eduardo Pazzuelo parece não querer nem passar na porta de um quartel. O general parece gostar mesmo é de uma função burocrática no governo do capitão Messias Bolsonaro. Uma vida boa com um alto salário. Foi isso que pensei ao receber a notícia de que o general acaba de ser nomeado para mais um cargo no governo. (ver nomeação no final da matéria)

Na portaria nº 624, de 01 de junho 2021, publicada no Diário Oficial da União, o general Eduardo Pazuello é nomeado para exercer o cargo de secretário de estudos estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Não me perguntem o que faz e pra que serve um “secretário de estudos estratégicos”, porque não tenho a menor ideia. Só peço a Deus que não tenha nenhuma relação com a sobrevivência dos cidadãos brasileiros, já que as estratégias usadas pelo então ministro da Saúde, general Pazuello, causaram uma das maiores tragédias humanas que já se viu.

Quando o general Pazuello assumiu o ministério da Saúde em 16 de maio de 2020, o Brasil tinha 233 mil casos de Covid-19 e 15.633 mortes pela doença. No dia 15 de março de 2021, quando o general deixou o cargo, o número de casos passava de 11,5 milhões, e o de mortes se aproximava de 280 mil, com o país ocupando o segundo lugar entre as nações com mais mortes na pandemia.

O general Pazuello, apontado pelo presidente Messias Bolsonaro, sua trupe e sua máquina de propaganda, como “especialista em logística”, conseguiu confundir o estado do Amazonas com o Amapá, e mandou pra lá doses de vacinas que eram pra vir pra cá.

Bom lembrar que, entende-se por logística, “um conjunto de métodos e meios destinados a fazer o que for preciso para entregar os produtos certos, no local adequado, no tempo correto”. Mas o general “especialista em logística”, não conseguiu sequer trazer cilindros de oxigênio com rapidez para o Amazonas e, por causa disso, dezenas de pessoas morreram asfixiadas.

A frente do ministério da Saúde, Pazuello contrariou a ciência, tentou esconder número de mortes por Covid-19 e não conseguiu sequer comprar vacinas pra imunizar o maior número possível de brasileiros evitando que estivéssemos nos aproximando de meio milhão de mortos.

Para se manter no governo, o general conseguiu apenas balançar a cabeça afirmativamente e dizer: “simples assim, um manda e outro obedece”.

Com essa estratégia de ser um mero “ajudante de ordens” do presidente, num importando o que aconteça, o general vai mantendo um cargo no governo de Messias Bolsonaro e escrevendo uma triste página de sua existência na história do Brasil.