O país de “maricas” do presidente Bolsonaro

Foto: Leo Correa/AP Photo/Thiago Rezende

Para quem, como eu, tem sentimentos viscerais, tem sido quase impossível ver telejornais, nos dias atuais, sem sentir dor no estômago e ânsia de vômito, ao ver o presidente da Pátria Amada Brasil, Messias Bolsonaro, fazendo seu teatro do absurdo, chamando a atenção para si com o discurso da falta de respeito, da insensibilidade, do ódio e da ignorância.

Primeiro, o Messias instituiu o “mi mi mi” para cidadãos que reclamam de atos que contrariam a Constituição Federal, Lei maior desta República, e que são inaceitáveis para qualquer ser humano com um mínimo de respeito pelo próximo, como por exemplo, violência policial, racismo, assédio sexual, feminicídio e violência doméstica.

Agora, pessoas desoladas pela dor por ter perdido um amigo querido – eu choro sempre que lembro dos amigos que perdi -, ou que ficaram sem o pai, a mãe, parentes que se foram pela Covid-19, fazem parte de um país de “maricas” do presidente Messias Bolsonaro – termo pejorativo para se referir a homossexuais.

Segundo Bolsonaro, o Brasil tem que deixar de ser um país de “maricas” onde só se fala em pandemia. No país ideal de Messias Bolsonaro, demonstrar dor é sinal de fraqueza e se importar com mais de 160 mil mortos é ser “maricas”.

Levando-se em consideração as declarações de Bolsonaro, se o Brasil é um País de “maricas”, então foi exatamente esse Brasil que o elegeu. O país onde uma mulher é cassada por algo comum a todos os presidentes machos, pedaladas fiscais – um termo que se refere a operações orçamentárias realizadas pelo Tesouro Nacional -, e que muita, mas muita gente mesmo, num sabe nem o que é, e onde um cara tripudia da morte dos cidadãos e tudo fica por isso mesmo.