O país dos seres invisíveis

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É desolador escrever isso! O Brasil ultrapassou a marca de cem mil mortos pela Covid-19! Mas, como se isso não bastasse ainda tem algo que dói mais do que um soco no estômago: ver que tem muita gente que trata essas pessoas como seres invisíveis.

É como se não estivesse acontecendo absolutamente nada! Pelas ruas da cidade se ouve: “Nem vejo mais a televisão que é pra não saber desse negócio de pandemia”. É como se a Covid-19 não existisse, só porque não atingiu a família do fulano.

E junto com a pandemia e o número cada vez mais aterrador de mortos no Brasil, ainda tem o fato de ver como a distribuição de dinheiro do auxílio emergencial fez muita gente ficar anestesiado. Aquela coisa do tipo: “estou salvo e o resto que se dane”. E nem importa se tem alguém bem ao lado passando fome. “Pouca farinha, meu pirão primeiro”, pensam outros.

Infelizmente temos vistos a pandemia trazer à tona o pior de muitas pessoas, o egoísmo e a indiferença.

O que importa pra eles são os números da economia, a taxa Selic, o valor do dólar, a bolsa de valores, como estão os juros, a inflação…

E essa mesma gente é aquela que lota igrejas e templos e que professa sua fé em Deus aos quatro cantos, todos os dias.

Mas que idolatra mesmo é um anticristo que dança sobre cadáveres e que faz piada da desgraça alheia.

E que acredita piamente ser o povo escolhido por Deus e que deles é a vida eterna. Será, meu Deus?