"O povo quer obra, não quer inauguração de pedra fundamental", diz Braga ao ser recepcionado pela "nação vermelha" em Urucará

Braga-Urucara

Centenas de pessoas vestidas de vermelho foram recepcionar o senador Eduardo Braga, presidente regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), neste sábado (24/05), em Urucará. A acirrada rivalidade política no município do Baixo Amazonas faz com que seus habitantes se dividam em “nação vermelha” e “nação azul”. A atual coligação que reúne PMDB, PT, PTB e PRB em aliança para as próximas eleições no Amazonas adota a cor encarnada em Urucará.

“Se tem um povo no Amazonas que é corajoso é o povo de Urucará”, disse o senador. “Quanto mais eles apertarem, mais o povo de Urucará vai reagir”, completou. Ao lembrar que foi apresentado ao município por intermédio de Pedro Falabela, que já foi prefeito da cidade cinco vezes, Braga elogiou a popularidade que o político ainda goza entre o povo. “Feliz o político que, após cinco vezes prefeito de um município, o povo sente saudade e aplaude pedindo a sua volta”.

Criticando a atuação política que repudia e que se recusa a exercer, o senador Eduardo Braga afirmou que sempre foi contra atitudes que enganam a população. “Fui governador por oito anos e nunca aceitei inaugurar pedra fundamental. O que o povo quer não é pedra fundamental. O povo quer é obra, justiça, carinho, atuação”, disse. “O povo não quer ser enganado com promessas que não acontecem. E que quando acontecem, começam e param”, continuou. E arrematou: “O poder tem que ser exercido para fazer o bem. Não para perseguir as pessoas ou tirar vantagem de um povo humilde como o de Urucará”.

Eduardo Braga elogiou, como tem feito em todos os municípios por onde tem realizado convenções e encontros do PMDB, os governos de Lula e Dilma. “Muita coisa tem mudado para melhor nesse País. Mas ainda tem muito mais para ser feito porque foram muitos anos em que não fizeram o que era preciso. A Dilma tem sido uma mulher corajosa, é um governo que está olhando para nós amazonenses como brasileiros por inteiro”.