O preço da verdade: R$ 240 milhões em propaganda, o mesmo que 10 escolas de Tempo Integral ou 3 hospitais

Omar melo pompa

Uma fonte do Radar da sede do Governo do Estado que se sensibilizou com a matéria que escrevemos sobre a “imparcialidade” da mídia local e a verdade dos fatos, decidiu abrir o jogo e contar os motivos para que os veículos de comunicação tenham silenciado durante todo o período eleitoral sobre o uso da máquina pública, ou sobre a conivência do Governo com o crime organizado no Estado. Ela (a fonte) passou o rateio de dinheiro público que tem ocorrido há quatro anos pelo Governo de Melo e Omar.

Os valores atingem as seguintes cifras milionárias: R$ 5 milhões mensais, R$ 60 milhões por ano e R$ 240 milhões em quatro anos. O rateio oficial, por veículo de comunicação, é o seguinte:   

1 – Rede Amazônica – R$ 700 mil mensais (média)

2 – Rede Calderaro – R$ 600 mil mensais

3 – Rede Tiradentes – R$ 600 mil mensais

4 – Rede Em Tempo – R$ 350 mil mensais

5 – Rádio Difusora – R$ 250 mil mensais

6 – Band Amazonas – R$ 200 mil mensais

7 – Rede Diário – R$ 120 mil mensais

8 – Rede Boas Novas – R$ 80 mil mensais

Mas, nessa soma estariam ainda veículos menores que recebem entre R$ 30 mil e R$ 50 mil mensais, isso apenas pela Agência de Comunicação do Estado (Agecom), já que em muitos casos esses valores crescem por causa da participação desses veículos em eventos promovidos pela Secretaria de Cultura do Estado e pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), que têm seus próprios recursos para pagar propaganda na mídia.

A fonte informou ainda que cerca de 30 programas independentes de TV são bancados com valores que vão de R$ 10 mil a R$ 30 mil mensais. E nessa soma, segundo ela, não se está computando o dinheiro que é repassado para dois sites da cidade, os chamados popularmente de pagamento “por fora” porque são feitos em espécie, sem comprovação de origem e sem pagamento de impostos, ou seja, ilegalmente.

Esses valores gastos para transformar o Governo de Omar e Melo no “melhor do País”, de “gente do bem, honesta e humilde”, se fossem gastos com saúde e educação, daria para ter terminado o Hospital da Zona Norte – que no início da propaganda eleitoral já estava terminado mas depois que a verdade veio à tona eles decidiram confessar que era só um ambulatório – e ainda fazer mais uns dois hospitais, ou ainda construir 10 escolas de Tempo Integral como aquelas que não foram feitas no interior do Estado. (Any Margareth)