O que ainda me faz acreditar no ser humano

Foto: KGW

Não nego que sou adepta da filosofia da minha saudosa mãe que costumava dizer: “depois que conheci o ser humano, aprendi a gostar dos bichos”. Ela vivia cercada de animais, tinha até tartaruga e papagaio. Mas, minha velha mãe também dizia que jamais deveríamos deixar de ter esperança que o amor, em determinado momento, tocasse o coração do ser humano. E parece que o universo conspirou pra renovar minha esperança de que, em tempos de tanta intolerância e covardia, o amor ainda possa vencer o ódio.

Atos como os vistos durante inúmeras manifestações de protesto pelo assassinato, em Minneapolis, de um homem negro (George Floyd) por um policial branco (Derek Chauvin), me fizeram acreditar que nem tudo está perdido. De repente, policiais tanto negros quanto brancos, têm ajoelhado como a demonstrar solidariedade e comoção pela morte de Floyd, que durante oito minutos teve seu pescoço esmagado pelo policial.

O ato dos policiais tem gerado aplausos e agradecimentos. E o mais importante de tudo, tem evitado conflitos violentos entre a polícia e os manifestantes. A atitude dos policiais tem se transformado num símbolo dos protestos antirracistas nos Estados Unidos.

Isso mostra que precisa tão pouco pra que possamos viver em paz, apenas um gesto de amor ao próximo nada mais!