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O que era pra ser um debate, mais uma vez, se transforma numa entrevista com um dos candidatos

O candidato Amazonino Mendes faltou ao último debate promovido da eleição suplementar ao Governo do Amazonas, na noite desta sexta-feira (25/08). Este é o terceiro evento, ao qual o candidato foi convidado a confrontar suas ideias com o seu adversário Eduardo Braga, que ele não comparece. Os outros dois foram o da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB/AM) e o do Conselho Regional de Economia (Corecon).

Na avaliação de Eduardo Braga, isso demonstra claramente que seu adversário não tem propostas para solucionar os problemas que afetam o Amazonas. “É um total desrespeito ao eleitor. Faltou para não ter que responder a algumas perguntas que precisam ser esclarecidas até para tirar as dúvidas do povo. Ele teria que responder: por que os apoiadores dele são os mesmos apoiadores do José Melo? Por que ele não se posiciona, por exemplo, em relação aos contratos da Umanizzare? Por que o Amazonino tem o apoio do prefeito de Manaus e não fala dos problemas e de como resolver os problemas da cidade?”, questionou o candidato da coligação União pelo Amazonas.

Com a ausência de Amazonino, o debate foi transformado em entrevista de vinte minutos dos quais Eduardo falou de como pretende resolver questões críticas que assolam o Estado como na área de saúde pública.

“Queremos abrir imediatamente para funcionamento o hospital da zona Norte. Nós não estamos usando os leitos e centro cirúrgicos e isto está sendo pago. Queremos em 120 dias zerar as filas de consultas, exames e cirurgias, bem como abastecer as unidades de medicamentos. Tem recurso. Nós colocamos no orçamento geral da União R$ 3,5 bilhões. Além disso, vamos romper os super contratos”, afirmou Eduardo.

Sobre os problemas na área de segurança, Eduardo disse que não há como combater a criminalidade se não houver planejamento. “O cenário de 10 anos atrás era outro. Nós tínhamos paz. Agora, o que temos é tiroteio nas ruas e a nossa polícia está desarmada. Portanto, estamos vivendo um verdadeiro caos”, disse o candidato que quer reaparelhar as polícias e devolve-las as ruas .

Em se tratando das questões econômicas do Estado, Eduardo explicou como pretende reduzir o ICMS da cesta básica, diesel e do gás de cozinha. “Fizemos isso quando eu fui governador. É possível basta que haja vontade política. Vamos baixar o custo de vida, aumentar o consumo e promover geração de emprego e renda”, declarou.

Questionado pelo apresentador Roberto Burnier sobre a citação de seu nome na Lava-Jato, Eduardo afirmou que quem não deve não teme e que, se temesse, não teria sido o relator da Lei que possibilitou as delações premiadas. Braga lembrou que as citações feitas por delatores só se sustentam quando há provas.

Nas considerações finais, Eduardo fez um apelo aos indecisos e aos que votaram branco e nulo no primeiro turno. “Eu quero falar com você que pretende votar nulo ou em abstenção porque está decepcionado com a política. Dessa forma, você não nos dará chance de mudar a política da segurança pública e a política fiscal. Vote no 15 porque a mudança tem jeito com Eduardo e Marcelo”, finalizou o candidato.