O que tem a ver euzinha, uma juíza e a ex-ministra (ver vídeo)

Como acredito que nessa vida nada é por acaso, ou seja, coincidências não existem, parece que as forças do universo fizeram um amigo me enviar um vídeo com o depoimento da ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, sobre o fato dos juízes citados na Lava Jato jamais serem denunciados. As imagens daquela magistrada falando, de peito aberto, tantas verdades trouxeram paz para esse meu coração atribulado de cabocla xucra que teima em se revoltar enquanto tantas pessoas nesse País insistem em continuar sendo bicho domesticado, que sofre calado, que morre de medo de tudo.

A coragem de Eliana Calmon lavou minha alma ao denunciar publicamente como age essa gente que se sente acima da Justiça, tanto da dos homens quanto da justiça divina. E o que tem isso a ver com euzinha e uma juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas? Tudo a ver!

Fiz uma matéria sobre o “cabidezão” de emprego da Casa Civil do então governador José Melo, cerca de quinhentas pessoas diz que empregadas num corredor e duas salas onde não cabem 50 pessoas. Como diz um amigo do judiciário, se botasse toda essa gente na Casa Civil, a laje desabava.

Euzinha, Any Margareth, questionei a postura de uma certa magistrada que deixou Melo no poder, mesmo cassado por unanimidade (6X0) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sem que em nenhum momento se julgasse impedida de decidir o destino político de quem empregou um de seus parentes na Casa Civil, parente este que não por acaso, como se fosse um escárnio, postava fotos em viagens nacionais e internacionais em suas redes sociais, nos mais variados dias e meses do ano.

Como vocês já devem imaginar, a dita magistrada me processou e o espírito de corpo do Judiciário, falado neste vídeo pela ministra Eliana Calmon se fez presente e eu perdi em todas as instâncias – morri de vontade de recorrer para os tribunais em Brasília, mas isso me faria gastar mais tempo e dinheiro – tempo que as vezes me falta pra trabalhar.

Mas nem os processos da magistrada e o espírito de corpo de certos magistrados me fazem deixar de creditar que esse País está mudando pra melhor porque ainda existem membros do Judiciário como Eliana Calmon. E se a ex-ministra, que conta ter sido “crucificada” pelos seus colegas de magistratura quando era da corregedoria, não perdeu a coragem de cortar na própria carne para mostrar as feridas do meio jurídico desse país, não vai ser euzinha que vou deixar de contar as histórias – verdadeiras, viu! – que o povo quer e merece saber. Essa história que contei ainda vai ter um outro final, acredite meu povo!