O Radar não vai se desmentir porque não mentiu: Coordenador da Funasa e até diretor de escola na manifestação Pró-Adail (ver fotos)

Na segunda feira (08), dia da chegada em Coari da CPI da Câmara Federal que investiga a exploração sexual de crianças e adolescentes em todo o País, em matéria intitulada, “Coari: cidade dividida, clima de tensão e parlamentares da CPI só não são agredidos por causa da proteção da PF”, o Radar postou a seguinte informação em um dos trechos da matéria:  O prefeito Adail Pinheiro deixou a cidade, mas determinou ponto facultativo, ou seja, as secretarias não funcionaram hoje (08). Essa medida foi tomada pelo prefeito, segundo os jornalistas de Coari, para que assessores e secretários de Adail Pinheiro, pudessem convocar, na base da ameaça de demissão, os funcionários de suas respectivas secretarias para vestirem camisas da campanha política do ano passado, afixarem prop agandas pró-Adail em seus carros, e irem para a entrada do auditório Rio Copeá, do Instituto de Saúde e Biotecnologia da UFAM, onde a CPI da Câmara Federal fará as  diligências, para se manifestarem a favor do prefeito, contra a presença da comissão na cidade e para impedir que manifestantes contrários a Adail pudessem se aproximar do local dos depoimentos à CPI. A ordem dos secretários de Adail era “vamos botar essa mulher (deputada federal Érika Kokay) pra correr da cidade”.

A presidente da CPI, deputada federal Érika Kokay caracterizou como crime de improbidade administrativa e mau uso dos recursos públicos o “ponto facultativo” determinado pelo prefeito Adail Pinheiro, se não de direito, mas sim de fato – ele não assinou decreto, mas deu ordem aos seus secretários para fecharem as secretarias – e pela utilização de servidores públicos e da estrutura da Prefeitura em manifestação em sua defesa e em repúdio à presença da CPI na cidade. Esses fatos dados em primeira mão pelo Radar foram citados por toda a imprensa de Manaus, rádio, tv e jornais. Em ofício entregue pela assessoria jurídica do prefeito à CPI e em nota oficial enviada às redações, Adail Pinheiro desmente o “ponto facultativo”, a paralisa ção do trabalho nas secretarias e a convocação de servidores para manifestação em seu favor. Veículos de comunicação, inclusive, divulgaram, hoje (10) a nota do prefeito em direito de resposta.

Já o Radar confirma tudo aquilo que divulgou porque checamos quantas vezes forem necessárias as informações que são repassadas, afinal publicar a verdade dos fatos é a maior demonstração de respeito que podemos fazer aos nossos leitores. Há também o fato de termos a maior confiança nas informações transmitidas pelos companheiros repórteres de Coari e conhecermos de perto a seriedade e a coragem desses homens e mulheres que fazem comunicação numa cidade onde, escrever, tem que ser, obrigatoriamente, um ato repetitivo do que dizem ser verdade àqueles que se acham donos daquela cidade. Tanto isso é verdade, que esses mesmos companheiros que deram ao Radar a oportunidade de contar os fatos que estavam acontecendo em Coari através de seus textos e de suas fotos – na maioria das vezes pedindo anonimato por conta do receio de perseguições -, agora nos mandaram a prova incontestável daquilo que foi transmitido por eles, e postado no Radar. Em fotos, Na segunda-feira, a escola Dirce Pinheiro, em Coari, ficou sem gestora (Claciene Medins) já que, em pose para a foto, a educadora aparece segurando um cartaz onde está escrito “Não importa o que falam o importante é que o povo confia em vc Adail” – a falta de vírgula e o “vc” (você) na linguagem das redes sociais ficou por conta da educadora, não é nossa. Junto com a gestora educacional, num click pró-Adail, a recepcionista (Cris) da Secretaria de Educação do Município (Semed) que, se funcionou na segunda-feira, ficou sem ter quem recebesse o cidadão que foi ao órgão público. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) ficou sem coordenador (José Carlos) porque ele também resolveu participar da manifestação de apoio ao prefeito, em meio a cartazes de campanha com a foto de Adail e frases do tipo: “Te amo Adail” e “Estamos com você Adail”. E até o setor de tributos do município ficou sem um de seus técnicos em finanças(Fabrício) que também decidiu somar com o prefeito, num dia em que as secretarias ficaram paradas. (Any Margareth)

Veja as fotos abaixo:

prova 4 cópia

Prova 1 cópia

prova 2 cópia

prova 3 cópia