O senador e a estratégia de “engana besta”

Reprodução Internet

Esse é mais um daqueles casos em que eu sempre lembro da minha saudosa mãe, com quase nenhum tempo de banco de escola, mas de imensa sabedoria de vida. Aí lá me vem à mente um de seus costumeiros ditados populares: o mau de quem se acha esperto é achar que todo mundo é leso.

Digo isso, por causa de um texto – “PSDB e Cidadania oficializam união; Plínio deve presidir o diretório” -, propositalmente publicado na quarta-feira passada, 6 de abril, por um dos sites de notícias de Manaus – aquele que tem milhões de acessos por mês na Holanda, nos países bálticos, no Alaska e em Tonga (da mironga  do kabuletê).

O jogo de palavras, nada mais é do que um sofisma, definido na filosofia como “argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, é deliberadamente enganoso” ou, usando até mesmo uma definição bíblica – atitude que tanto gosta o senador bolsonarista – sobre o que é sofisma, é um “argumento ardiloso, aparentemente correto, que pretende induzir o erro, enganar ou silenciar o oponente; paralogismo”.

Já na definição de euzinha, Any Margareth, o argumento usado pelo senador e reproduzido pelo jornalista, nada mais é do que a estratégia do “engana besta” mesmo quando diz que o presidente do “diretório” – na verdade a expressão mais certa seria colegiado – da federação, composta por PSDB e Cidadania, “deve ser o senador Plínio Valério”, porque assim estaria definido no Estatuto da Federação.

E o mais impressionante – pra não dizer uma expressão impublicável – é que ele ainda publica o Estatuto da Federação, que em seu artigo 18, que trata sobre a presidência do colegiado diz o seguinte: “A presidência do colegiado estadual ou distrital (ou coordenação, caso não haja colegiado da federação constituído) será exercida, prioritariamente, pelo partido político federado ao qual pertença o governador, o senador, o prefeito da capital, o deputado federal ou ao partido que tenha tido a maior votação total para deputado federal e prefeito nos respectivos pleitos anteriores, respeitada essa ordem”.

Ou seja, qualquer criança do ensino fundamental, saberia interpretar o que diz o texto, que o posto de presidente do colegiado da federação partidária é do partido que possui políticos eleitos nos cargos de governador, senador…., ou seja, do PSDB.

O cargo é do partido que tem o senador e não do senador que está no partido, como sofisma a dupla com sua estratégia de “engana besta”

Só que esquecem que, como diz meus manos lá do interior, nós é (sic proposital) caboclo, mas num é leso não! Né mesmo, meu povo?