O show de “lambanças” da politica local fez nosso “Lambançômetro” explodir!

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Diante de tanto nhém-nhém-nhém, lero-lero e conversa fiada, expressões que podem ser definidas com uma única palavra “lambança”, de determinados políticos, entrou em funcionamento automático uma invenção do nosso extraordinário criador de equipamentos especiais, uma espécie de cientista maluco que faz parte da turma do Radar, que no ano passado, inventou algo chamado Lambançômetro. Esse aparelho faz um barulho ensurdecedor ao mero sinal de lambança no ar, e quanto maior a lambança mais o marcador sobe. E, pela segunda vez (a primeira foi com as seguidas estatísticas da SSP atestando queda nos índices de violência em Manaus) nosso Lambançômetro não aguentou e explodiu diante do discurso de certas figuras que parecem ter certeza que a gente é leso, desinformado e desmemoriado. Quer ver? Lá vai, Lambançômetro neles, meu povo!

E cadê a merenda?

Nosso “Lambançômetro” berrou feito doido ao se deparar com vereadores da base governista fazendo a maior propaganda do Projeto de Lei 240/2014, enviado à Câmara pela Prefeitura de Manaus, que leva o nome pomposo de Projeto de Expansão e Melhoria Educacional da Rede Pública Municipal de Manaus (Proemem) e que trata (diz-que) sobre “fortalecimento e melhoria da qualidade da educação”. Como é que é? Fortalecimento da educação com criança passando fome em escola? Dá pros vereadores e o prefeito regularizarem o fornecimento da merenda escolar nas unidades e ensino, antes de vir com essa conversa fiada de melhoria na educação somente no papel? É muita lambança, né mesmo?

O que não dá pra esperar

A vereadora professora Jaqueline fez o maior alarde ( e o nosso Lambançômetro também) por causa da aprovação na Câmara, em primeira discussão e votação, do seu projeto que prevê prioridade de vagas em escolas e creches públicas para filhos de mulheres vítimas de violência doméstica. Bonita iniciativa, né mesmo? E a vereadora justificou o seu projeto dizendo que “as vítimas se esbarram nas filas e na burocracia durante o processo de matrícula”.  Só que, segundo o projeto da parlamentar, para ter prioridade as mulheres vítimas da violência têm que apresentar nas escolas “a cópia do Boletim de Ocorrência (B.O) ou qualquer outro documento judicial, além da cópia de exame de corpo de delito, notificação do serviço de saúde com a especificação do tipo da violência que foi sofrida a e notificação de entidades de defesa dos direitos da mulher”. Mas, isso também não é muita burocracia?

Subiiiiuuu!

E o nosso Lambaçômetro atingiu picos impressionates durante o discurso da vereadora Socorro Sampaio (PP) que diz que parabenizou o prefeito Artur Neto (PSDB) por “não concordar com aumento da tarifa do transporte coletivo para R$ 3,60”. Essa é de matar, né mesmo gente? Era só o que faltava, o prefeito concordar com aumento de tarifa de um transporte coletivo vergonhoso e humilhante, onde empresários ainda são subsidiados com R$ 2 milhões dos cofres públicos, ou seja, dinheiro que sai do bolso de cada cidadão, e ainda querer que esses mesmos cidadãos paguem o que eles bem entendem no preço da passagem de ônibus. E a gente suporta tudo isso, e o prefeito é que ganha parabéns?

Explodiiiuuuu!

E a turma aqui do Radar foi ver um vídeo que nos foi enviado pelo Whatsapp e esqueceu de desligar o Lambançômetro, que enlouqueceu e começou a gritar feito um louco. Tinha terminado naquele momento o programa de Propaganda Eleitoral Gratuita da coligação “Fazendo mais por nossa gente”, onde aparecia o ex-governador e candidato ao senado Omar Aziz dizendo que ele e Melo fizeram mais pela educação em quatro anos do que seu adversário em oito anos”. E o vídeo que estávamos vendo mostrava exatamente a propaganda do seu governo mostrando a magnífica obra na Educação que o faria entrar para a história do Estado. Só que tudo não passou de maquete, a obra parou na terraplanagem, como está até hoje, só no barro. E, aí só restou a turma do Radar tapar os ouvidos e correr, porque o Lambançômetro explodiiiiuuuu!