Oleiros de Iranduba discutem dificuldades do setor com Braga

braga-oleirosO senador Eduardo Braga esteve, na manhã deste sábado (29/03), reunido com empresários proprietários de olarias de Iranduba, para um bate-papo informal, onde foram discutidos alguns assuntos relacionados à atividade no município.

A categoria levantou três pontos principais relativos ao setor: acriação de um distrito industrial voltado principalmente ao setoroleiro; a criação de uma mina de argila coletiva para atender todas as olarias; e a criação de uma política de preservação ambiental com um tratamento específico para o setor oleiro, com um projeto para recuperação das áreas degradadas.

De acordo com a presidente do Sindicato das Cerâmicas do Amazonas, Hyrlene Ferreira, o setor precisa de uma atenção especial com relação às licenças para a atividade.

“Sem a licença ambiental, por exemplo, as empresas não têm a segurança jurídica necessária para investir em
um estoque de argila para a produção. Isso dificulta o nosso trabalho e representa um entrave para o setor”, afirmou.

O senador Eduardo Braga considerou justa a reivindicação dos oleiros afirmando que o poder público precisa ser mais ágil para facilitar a vida do empresariado.

“O estado precisa ser menos burocrático. Segundo uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o excesso de burocracia é apontado por grandes, médios, pequenos e micro empresários, como um dos principais entraves da economia brasileira”, destacou.

Porém, o senador foi enfático ao afirmar que as empresas da região terão que se atualizar para permanecerem em um mercado cada vez mais moderno e competitivo.

“Serão cada vez mais restritivas as atividades que não estão legalizadas. O Brasil caminha para esse progresso na
fiscalização, com a utilização de novas tecnologias como as notas fiscais eletrônicas e o rastreamento de desmatamento via satélite. Os empresários locais precisam estar atentos a essas mudanças”, orientou.

Eduardo Braga destacou o potencial econômico da região com a construção da Ponte Rio Negro, a interligação do sistema elétrico Iranduba-Manaus e o gasoduto que está trazendo o gás natural de Coari.

“Hoje temos a certeza que o futuro econômico de Iranduba vai mais além que a indústria oleira. Com a questão energética resolvida, passamos a lutar, por exemplo, por um polo naval atuante na região, uma nova atividade que, com certeza, pode impulsionar a economia da região”, disse.