Executivo preso por tragédia de Brumadinho já foi denunciado por desastre em Mariana

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Um dos executivos da Vale presos nessa terça-feira (29), na operação que investiga o rompimento da barragem em Brumadinho, foi denunciado em 2016 por tragédia semelhante, em Mariana.

Rodrigo Artur Gomes de Melo era gerente das usinas no Complexo da Alegria, na época da rompimento do barragem de Fundão – considerado o maior desastre ambiental do Brasil. Hoje, é gerente-executivo de Operações da Vale na mina Córrego do Feijão, que rompeu na última sexta-feira, causando mais destruição e mortes em Minas Gerais.

Na conclusão do inquérito da Polícia Federal, em junho de 2016, não houve pedido de prisão preventiva de nenhum dos oito envolvidos. Naquela época, a corporação entendeu que eles não ofereciam risco de fuga e que eles apresentavam documentos sempre que requisitados.

O G1 entrou em contato com o Justiça de Minas Gerais e com o Ministério Público sobre o andamento do processo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Procurada sobre o envolvimento do executivo nas duas tragédias, a Vale respondeu que “prestará assessoria jurídica aos seus funcionários, sempre com o objetivo de prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.”

Prisões

Até nesta quinta-feira (31), os cinco envolvidos na operação que aponta suspeita de fraude em documentos da barragem de Brumadinho continuavam presos temporariamente na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de BH.

Os investigadores do Ministério Público e da polícia apuram se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale e que atestavam a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados.