Operação do MP investiga ex-deputado por desvio de verba pública

As clinicas da Associação São Sebastião, do ex-deputado Wilson Lisboa (PCdoB) e os familiares dele, foram alvos da operação ‘Déjà vu’, deflagrada, nesta quinta-feira (10), pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério público Estadual, com o apoio da Polícia Civil.

A operação que busca apurar o desvio de verba pública cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas clínicas localizadas em bairros da Zona Leste de Manaus.

De acordo com o coordenador do GAECO, Mauro Veras, este caso já havia sido descoberto em 2009, e denunciado pelo Ministério Público, porém, esta operação foi realizada para dar embasamento a uma nova denúncia que, de acordo com ele, será apresentada no fim deste mês à justiça.

O coordenador ressaltou que o ex-deputado destinou emendas parlamentares para ele mesmo, usando a Associação. O primeiro desvio identificado pelo MP, foi no valor de R$ 850 mil. Veras destacou que esse dinheiro desviado estava destinado para programas de apoio à crianças e adolescentes dos bairros da Zona Leste, onde a Associação teria que promover atividades de esporte, saúde e lazer. Mauro Veras comentou o fato de que os valores repassados dos cofres públicos eram repartidos entre as empresas da família do ex-deputado.

A promotora do GAECO, Cristiane Corrêa, afirmou que o valor desviado já passa de R$ 1,3 milhão. Ela ressaltou que, se a denúncia for aceita, Wilson Lisboa e os demais envolvidos poderão ser enquadrados nos crimes de peculato, desvio de verba pública, apropriação falsidade ideológica e falsidade documental.

De acordo com informações disponíveis no site do tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), no último dia 28 de julho, Wilson Lisboa, Júlio César Soares da Silva, Sebastião Ferreira Souza, Terezinha de Jesus Melo Lisboa, Asdrúbal Melo Lisboa e a Associação de Saúde São Sebastião, foram condenados na 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual e de Crimes contra a Ordem Pública da Comarca de Manaus, por improbidade administrativa, e pelo desvio de recursos públicos com o objetivo de beneficiar o patrimônio particular da Clínica São Sebastião.

Na sentença, os cinco e a Associação de Saúde São Sebastião terão que ressarcir ao Estado, solidariamente, o montante de R$ 626.557,00.