Operação retira 35 ocupações irregulares em área de preservação ambiental

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Executiva do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (SEGGIM), integrou a operação de demolição de 35 armações irregulares, localizadas em um trecho da Área de Preservação Permanente (APP) do Igarapé do Passarinho, no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus. A ação visa o ordenamento público e o monitoramento em áreas de risco e de preservação ambiental na capital amazonense.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) já havia notificado os ocupantes e dado um prazo para que saíssem do local. A notificação, porém, foi descumprida e os invasores permaneceram no local, o que motivou também a operação. “Com a retirada, é possível reduzir a grande quantidade de dejetos e resíduos que são lançados no igarapé”, destacou o diretor de Fiscalização da Semmas, Eneas Gonçalves.

Além de território protegido por lei, as margens do igarapé são consideradas também áreas de risco por conta do aumento do nível do curso d’água. Técnicos da Defesa Civil Municipal participaram da operação, que contou também com a presença da Secretária Municipal de Infraestrutura (Seminf), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercado (Subsempab) e Polícia Militar do Amazonas.

A demolição contou também com o apoio de técnicos da Eletrobrás Amazonas Energia e Manaus Ambiental, que fizeram a retirada das ligações clandestinas de energia elétrica e água potável.

Os barracos eram ocupados por moradias e comércios improvisados, num trecho do igarapé que corta os bairros Colônia Terra Nova, Galileia e Rio Piorini. Outras ações de retirada já haviam sido feitas anteriormente pela fiscalização da Semmas. No local, funcionavam bares, ferros-velhos, oficinas mecânicas, bancas de venda de peixe, churrasco e até igreja. A maioria pertencente a moradores das áreas adjacentes. O risco de alagações foi apontado pela Defesa Civil como iminente.