Órgãos de controle não conseguem parar com a farra de prefeitos no interior do Amazonas

O Radar só na desiste de fazer matérias sobre os gastos exorbitantes dos prefeitos do interior do Amazonas com a realização de festas em suas respectivas cidades por uma questão de dar voz às reclamações da população desses municípios. Existe também o fato de que qualquer pessoa, mesmo quem não vive nessas cidades do interior do Estado, se revolta com o fato de que, enquanto essas festas continuam acontecendo, o povo continua sofrendo com a falta de serviços públicos em áreas essenciais como educação, saúde, assistência social e infraestrutura.

Porém, fazer matéria sobre a farra dos prefeitos com dinheiro público é como pregar no deserto porque nunca acontece nada. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) vive falando em recomendações feitas às prefeituras do interior para que o dinheiro público não seja gasto com festas mas, como dizem os mais velhos, entra num ouvido e sai no outro, porque o prefeitos não levam em consideração nenhuma dessas recomendações.

Muito se fala à boca miúda no interior que sempre tem gente das prefeituras ganhando dinheiro agenciando esses contratos, principalmente quando se trata de atrações nacionais onde os valores dos cachês estão visivelmente superfaturados. Dizem que nessas “cruzetas” estariam envolvidos até mesmo donos de veículos de comunicação de Manaus que fazem a negociata com os prefeitos que também ganham o que eles chamam de “ponta” (um percentual do valor pago aos artistas) .

Mas, as especulações sobre negociatas com dinheiro público ficam só no disse me disse e ninguém prova nada. Os órgãos de controle das administrações ficam só na abertura de procedimentos investigativos que até agora não deram em nada e nas recomendações para as quais os prefeitos fazem ouvido de mercador. Enquanto isso, o dinheiro dos cofres públicos dos municípios continua bancando a farra de muita gente.