“Orgia com dinheiro público só se for do Governo do Estado”, diz Bi Garcia rebatendo crítica do aliado de Melo, Sabá Reis

bi garcia e saba reisCostumam dizer os mais velhos que “é só a falta de dinheiro entrar por uma janela que o amor sai pela porta”. Pelo que tem sido visto, esse ditado cabe como uma luva para o governador professor José Melo e o prefeito Diplomata Artur Neto que andam às turras por causa de grana, ou seria melhor dizer, por causa da falta dela. A falta de dinheiro está atingindo até aliados de ambos os lados, do prefeito e governador. Exemplo disso foi o que aconteceu com o deputado cunhado do prefeito Artur Neto, o também tucano Bi Garcia, e o deputado “unha e cutícula” de Alfredo Nascimento, Sabá Reis, ambos do mesmo partido o PR, igualmente aliados do governador José Melo.

No afã de defender o corte de recursos feito pelo Governo do Estado para o Festival de Parintins, o deputado Sabá Reis chegou a dizer, na semana passada, que o festival era “uma orgia com dinheiro público”. Bi Garcia não estava presente no momento em que isso foi dito, mas decidiu, na sessão plenária desta terça-feira (31) contra-atacar o posicionamento manifestado por Sabá Reis.

Bi Garcia comentou que se existia orgia no Festival era por parte do governo do Estado, já que para as agremiações dos bumbás eram apenas repassados um pouco mais de R$ 4 milhões, o restante do dinheiro investido no Festival era para a logística da festa, de responsabilidade da Secretária de Estado de Cultura (SEC) – lá tá o Robério Braga de novo, meu povo!

“A festa era do município de Parintins, mas em 1988 o Estado tomou pra si como uma realização do governo. Portanto, os bois só se apresentam com um cachê de R$ 2, 040 milhões, para cada boi, pagos pelo governo. Aquela planilha da logística da festa não é organizada pelos presidentes dos bois e é de responsabilidade da SEC. Se a orgia existe, está enraizada dentro do governo do Estado do Amazonas”, retrucou Bi Garcia.

Conforme o parlamentar, a ideia da liga independente dos bois foi uma sugestão dada por ele ao presidente da Comissão de Cultura da casa legislativa, deputado Bosco Saraiva (PSDB), que também esteve participando das reuniões com o governador José Melo (Pros). “Percebi que o Estado estava querendo recuar da responsabilidade da realização do festival. Sugeri ao deputado Bosco que fosse conversado sobre a possibilidade de criar a liga para o festival do ano que vem. Mas se ele não queria mais continuar com essa participação, que conversasse com o povo de Parintins e não jogar o ônus nas costas dos presidentes dos bumbás”.

Garcia informou mais uma vez que a não realização do festival seria uma grande quebra para a economia do município, já que ele sobrevive da pecuária e do turismo. “A cidade depende do festival, que injeta R$ 60 milhões na economia. Nós recebemos mais de 12 mil turistas durante o evento, vindos de avião, além dos que vão de lancha. O município depende desta festa, o Estado precisa entender que o festival está para Parintins como a Zona Franca para Manaus”.

O deputado se posicionou também em relação aos cortes do governo na saúde, segundo ele não precisa fechar unidades de saúde para fazer as mudanças necessárias. “Existem contratos absurdos na saúde. É preciso mergulhar na secretaria para rever as aplicações dos recursos na pasta. Não aceito, não entendo e não compreendo esses cortes”, finalizou.