Ortopedistas e Traumatologistas denunciam atraso de salários de quase 3 meses; hospitais não têm medicamento nem equipamentos

adrianoe Carta

Em publicação denominada “Carta aberta à população do Amazonas”, feita em um dos jornais locais (publicação no final da matéria), o Instituto de Traumato- Ortopedia do Amazonas (ITO), “empresa responsável pela quase totalidade dos atendimentos em Ortopedia e Traumatologia no Estado do Amazonas”, torna público a situação crítica enfrentada pelos profissionais da área, com “mais de dois meses e meio de salários atrasados” e ainda tendo que trabalhar em unidades de saúde onde “faltam medicamentos e equipamentos”.

Após ler a carta desses profissionais, fica claro porque tantos pacientes reclamam por não conseguirem cirurgias ortopédicas, algumas de urgência, inclusive com o risco de terem membros amputados. “Fomos retirados do essencial serviço nos Serviços de Pronto Atendimento – SPAs, sob a justificativa de ‘redução nos gastos’, motivada pela crise econômica, com a garantia de regularização dos pagamentos, além de melhoria das condições de trabalho. Houve, na verdade, uma involução. Ao invés da prometida regularização dos pagamentos e melhoria das condições de trabalho, sobrevieram falta de medicamentos e equipamentos e, pela primeira vez na história, um atraso nos pagamentos dos profissionais que já ultrapassa os dois meses e meio”, afirmam.

O instituto diz que, “apesar de toda dificuldade”, os profissionais não vão parar de trabalhar. “Honraremos nosso juramento…Não haverá paralisação, pois respeitamos a população, assim como deveríamos ser respeitados por aqueles com o dever de ajudar nossa gloriosa missão”, está escrito na carta Aberta assinada pelo diretor-presidente do ITO, Rafael Jacob Benoliel (Any Margareth)   

Carta ortopedistas