Os “abutres” e seus jogos cruéis de poder

Na minha idade e com a minha experiência de tantos cargos de assessoria política, pensei que nada mais me espantasse nesse mundo político. Mas, o pior, depois de certas coisas que me chegaram aos ouvidos, é ver que ainda há não só o que me espante como me enoje.

Esta história começa com uma tragédia anunciada – minha sábia mãe dizia que onde há drogas, álcool e vícios de qualquer tipo, há constantes possibilidades de tragédia. Estou falando do assassinato do engenheiro, Flávio Rodrigues, um caso que envolve várias pessoas, entre elas o filho da primeira-dama do município, Elisabeth Valeiko Ribeiro, Alejandro Valeiko.

Qualquer um pensa: esse é um caso meramente policial e ponto final. Não há escassez de provas, não há acusados foragidos, inclusive todos estão presos, não há tentativa de abafar o caso, não há denúncia de que a polícia estaria sendo pressionada a fazer o que quer que seja, então é só encontrar a verdade, achar os culpados e puni-los. Simples assim!

Mas, é terrível descobrir que nada é tão simples assim porque há aqueles que veem mais vantagens em complicar. Há interesses em arrastar o processo de investigação e identificação dos culpados porque é mais “negócio” manter a comoção popular, fazer perdurar a dor e a raiva. Há seres que, infelizmente, se alimentam desses sentimentos.

De um lado, tem a audiência a qualquer custo, o lucro com a notícia, não importa como. Do outro, têm-se informações do uso político de um caso criminal já pensando em eleições e, pasmem, não estou só falando de eleições municipais do ano que vem, mas das estaduais em 2022. Tem gente que não sabe – eu também não! – nem se estará vivo em 2022, mas já está pensando em como conseguir a única vaga para o Senado Federal que estará em disputa nessas eleições e, pra isso, acredita que precisa primeiro trucidar a imagem de Arthur Neto para tirá-lo do páreo.

E sei que tem gente que vai me esculachar dizendo que estou escrevendo essas coisas porque quero defender Arthur Neto, já que tenho relações comerciais com a Prefeitura de Manaus. Pra essas pessoas quero lembrar que o prolongamento desse caso tem sido cruel principalmente com a vítima. Parece até que estão falando de outra pessoa e não de Flavio, de alguém tresloucado, movida a drogas e orgia.

Flávio, um cara discreto em suas relações pessoais, responsável na família e no trabalho, cumpridor de obrigações, tem tido sua imagem distorcida, por declarações que surgem do nada, sem provas que corroborem o que está sendo dito.

E a dor vai se alastrando, a raiva vai aumentando, imagens vão sendo destruídas, vidas vão sendo destroçadas, enquanto os “abutres” vão se alimentando de poder.