“Os deputados não podem trabalhar contra o povo”, diz Alessandra Campêlo em entrevista ao Radar

Em visita à sede do RADAR, nessa quinta-feira (28), a deputada Alessandra Campêlo (PMDB) concedeu uma entrevista ao vivo e destacamos os principais pontos para você. A parlamentar falou sobre valorização das mulheres na política, orçamento do Estado para o próximo ano, trabalho na Assembleia Legislativa, e suas expectativas eleitorais para 2018.

Em relação à valorização da mulher, a parlamentar afirmou que sente orgulho em ser a única deputada estadual do Amazonas, mas ressaltou que espera que mais mulheres sejam eleitas para que as leis se tornem mais democráticas.

“É um orgulho ser a única mulher, porque é muito difícil chegar até onde cheguei. Fiz umas contas e vi que em toda a história da Assembleia Legislativa 11 mulheres conseguiram ser deputadas. Tenho orgulho, mas tenho uma vontade muito grande que essa representatividade aumente. O nosso Estado é o que mais cresce em violência contra mulher. Temos uma delegacia especializada para todo Estado”, disse.

A deputada afirmou, ainda, que nem tudo que precisa ser realizado em 2018, está contemplado na Lei Orçamentária Anual (LOA), que foi aprovada nesta semana pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), como por exemplo o pagamento da data-base dos professores.

“Faltou muita coisa, como a valorização para os servidores. Muitas áreas estão há quatro anos sem o pagamento da data-base, fora isso boa parte dos servidores perderam o ticket alimentação. Reduziram o horário e, com essa justificativa tiraram o ticket alimentação, depois retornaram com o horário anterior, mas não com o ticket”, disse a deputada ao ressaltar que a única vitória foi, na visão dela, dos servidores da segurança.

“Só conseguimos uma vitória no orçamento que foi assegurar uma parte do beneficio para os servidores da segurança pública. Para resolver os demais problemas, basta ter boa vontade política. Nossas estradas estão ruins, mas entre isso e melhorar a vida das pessoas a minha prioridade é melhorar a saúde e alimentação para as pessoas”, afirmou.

Para a parlamentar a maioria dos deputados estão deixando de fazer o trabalho e, em vários casos, estão apenas ‘legislando contra o povo’. Ela disse isso lembrando que sempre denunciava desmandos na saúde pública.

“A Aleam não fez o seu dever de casa. Tínhamos apenas cinco assinaturas – para a CPI da saúde -, mas o que tinha que ser feito pela ALE foi feito pelo Ministério público, Polícia Federal e Controladoria Geral da União. Agora não cabe mais a CPI da saúde, mas o que podemos é investigar obras fantasmas e desvio de dinheiro na área da educação. Isso a ALE poderia estar fiscalizando. Pedindo informações, explicações. O deputado precisa saber que a população espera muito da gente. Os deputados não podem ir para a Assembleia para trabalhar contra o povo”, comentou.

Ano eleitoral

Alessandra afirmou que vai decidir com o partido, próximo à data da convenção, que rumo irá seguir na eleição de 2018. Ela afirmou que existem tratativas internas no partido, que apontam uma candidatura para o Parlamento Federal, no entanto o desejo que ela afirma ter é de continuar sendo deputada estadual.

“Quero ficar no Amazonas, há pedidos para a Câmara dos deputados, mas quero ficar aqui. Existem demandas do partido e até pesquisas internas para voar mais alto. Mas quero ficar no Amazonas próximo ao meu povo”, concluiu.