Os “donos” do governo e do Estado impõem suas próprias Leis

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Se há uma regra a ser seguida no caso de contratos com a administração pública, ela deve servir para todos, sem exceção, não é mesmo? Mas, parece que tem gente que gosta de impor suas próprias Leis! Como pode um veículo de comunicação ver ilegalidade no contrato dos outros, mas não vê ilegalidade nos que são feitos por si próprio sob os mesmos preceitos legais?

Quer ver um exemplo? Em dezembro do ano passado, através de um processo de inexigibilidade de licitação, com a Assembleia Legislativa do Estado, A Crítica conseguiu uma publicidade, por ocasião dos 350 anos da Cidade de Manaus, de R$ 57 mil – êta publicação cara hein meu povo! Mas, como diz o empenho é uma “publicação na imprensa de grande circulação no Estado” – será que ainda é de grande circulação, gente? E o que me dizem daquele monte de jornal encalhado nos pontos de venda?

O contrato é com a Editora Cultural do Amazonas Ltda que, somente tempos atrás vim descobrir que se trata de uma empresa da família Calderaro.

Há quem esteja se perguntando nesse momento porque, euzinha, Any Margareth, estou contando isso. Será que o contrato é ilegal?, podem estar se questionando. Num é nada disso não! Só estou apontando esse contrato porque a mesma A Crítica, que já fez contrato de exclusividade com a Assembleia Legislativa presidida por Josué Neto, está atacando o deputado presidente por fazer esse mesmo tipo de contratação com outra empresa. Quer dizer que, com A Crítica o contrato é legal e com os outros é ilegal.

E não é só com a Assembleia Legislativa que A Crítica tem contratos de exclusividades não! A Crítica ganha milhões com o governo com esse mesmo modelo de contratação para bancar seus eventos, de Peladão a Bordo até Torneio de Dominó – nossa que contratos de grande relevância pública, né mesmo? E tem ainda todo tipo de transmissão que A Crítica faz, de Parintins, ao Festival de Cirandas de Manacapuru e o Carnaval Amazonense, tudo com contato de exclusividade.

Mas, no Amazonas em que os ex-patrões do governador agem como se fossem protagonistas de uma história em que Wilson Lima é mero coadjuvante – tipo um vaso decorativo no canto da sala – as Leis são usadas e desfiguradas conforme seus interesses, nada mais! E até o Ministério Púbico do Estado e a Justiça eles acreditam que podem manipular!