Os piores cem dias de um governo em nossas vidas!

Esse foi mais um final de semana de quase ter um ataque de nervos. Em pleno domingo, duas pessoas idosas ligam pedindo ajuda pra que o Radar continue cobrando do governo a reposição de seus remédios na Central de Medicamentos do Amazonas (CEMA). Eles reclamam que, na Cema sequer alguém atende o telefone pra dizer se há uma previsão de chegada desses medicamentos e eles não têm mais nem o que vender pra conseguir dinheiro e comprar esses remédios. Isso é de acabar com o domingo de qualquer ser humano!

E ainda tem gente – se é que se pode chamar certos indivíduos de gente – que diz que as denúncias diárias que fazemos são porque queremos aparecer, ter mais acessos ou ainda fazer o que certas “figurinhas carimbadas” da imprensa local fazem, largar a peia no governo pra ganhar dinheiro com publicidade oficial – ou quem sabe um contrato na Seduc, né mesmo meu povo?

Mas todas as denúncias que o Radar tem feito não são anônimas, têm informações que comprovam sua veracidade, fazendo com que qualquer um, com um mínimo de inteligência, conclua que as matérias negativas ao governo não existiriam se o sistema de saúde pública tivesse melhorado, pelo menos um pouco que fosse! Pelo contrário, parece até que piorou! Estamos chegando a um ponto que as coisas parecem pior do que em todos os governos anteriores, até mesmo do que nos tempos de desvio de dinheiro da saúde – ler governo de Melo. E quanto àqueles que falam sobre ganhar dinheiro com publicidade do governo, ninguém aqui é hipócrita e nem burro em dizer que não gosta e não precisa do vil metal. Mas há de se ter um limite moral para ganhar dinheiro e o limite do Radar é que o dinheiro não pode estar acima do sofrimento das pessoas.

E enquanto o povo enfrenta o sofrimento dos primeiros cem dias do Governo do novo com uma saúde pública pior do que nos governos velhos, quero ver agora como ainda vai ter gente – ou melhor, indivíduos -criticando quem se revolta com um pagamento ilegal e imoral, feito no apagar das luzes, pelo vice-governador do Estado, Carlos Alberto Almeida, que já estava se despedindo da Secretaria de Saúde do Estado (Susam). Sem colocar um prego numa barra de sabão para tirar o povo do sofrimento, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), escolhido sem licitação por Carlos Almeida, já recebeu R$ 1 milhão e tem mais de R$ 8,4 milhões empenhados para pagamento, para administrar o hospital Delphina Aziz, também chamado de Hospital da Zona Norte (ver documentos do Portal Transparência do Governo no final da matéria)

O tal instituto todo enrolado por fraudes em diversos Estados do País achou no Amazonas um abrigo e um governo onde se paga adiantado pra que uma empresa faça algum trabalho depois.

E quem agora vai ter a cara de pau de negar que esses são os piores cem dias de um governo nas nossas vidas