Os Reis do Jogo!?!? (coisas que só o Radar conta pra você)

Por Any Margareth

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Foto: Zezinho Rodrigues

Ontem, uma música não saia da minha cabeça depois que soube de certas informações sobre as articulações em torno dos principais nomes que vão compor a chapa de Braga nas eleições desse ano. “Vivendo e aprendendo a jogar! Vivendo e aprendendo a jogar! Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”, música composta por Guilherme Arantes que ficou famosa na voz de Elis Regina. A cada telefonema ou mensagem no Whatsapp sobre como Braga conseguiu se aliar a lideranças como Hissa Abrahão, Rebeca Garcia e Francisco Praciano, lá vinha a música “batucando” na minha cabeça.  Não vou entrar no mérito, se o jogo da política está certo ou errado, nem vou torcer a boca para certos métodos utilizados na cooptação de aliados, porque se assim o fizesse iria macular a imagem de muito políticos – alguns que nem mais vivos estão – que para a opinião pública são exemplos de moralidade e ética inquestionáveis. Como um deles dizia: “Em política, tudo pode, menos perder”.  Mas, será que o jogo da política muitas vezes não se parece com o jogo da vida, afinal qual a complacência que há para os perdedores, para quem as pessoas consolam apenas com a expressão “coitadinho”, e nada mais? E, lembrando mais uma vez minha mãe cabocla, extremamente disciplinadora – para muitos ela deve beirar a crueldade -, semi-analfabeta , mas em minha opinião extremamente sábia, “engole o choro porque no mundo não tem lugar para os fracos e perdedores”. E no jogo da política imitando a vida, ou vice-versa, Braga e Amazonino, pelo que se soube, são os reis das jogadas infalíveis, conseguindo unir no mesmo grupo personalidades tão distintas, mais que exercem forte poder sobre o eleitorado. Pelo jeito jogaram pra ganhar!

Artur-Hissa-Abrahao-Prefeitura-ManausHissa Abrahão

E nesse jogo feito pra quem não é fraco não, é que fui surpreendida pela informação de que foi Amazonino que lá atrás colocou Hissa Abrahão como vice de Artur Neto e, em contrapartida, colocou seu staff na Prefeitura pra trabalhar extra-oficialmente  para o prefeito tucano se eleger. Pode?!?! Tanto pode, que entrou em cena para convencer Hissa Abrahão a ficar com Braga, e o fez convencer o seu partido, o PPS, em nível nacional, a lhe dar liberdade para que em nível local pudesse se aliar ao PMDB de Braga e o PT de Dilma Rousseff, com quem o PPS nacionalmente não está junto.  Com isso, Amazonino matou dois coelhos com uma cajadada só, deixou Artur Neto sem vice e ainda, dependendo do desempenho de Hissa Abrahão para federal, pode preparar “o garoto” para ser o opositor de Artur, nas eleições de 2016. Tudo isso, contando com a força dada pelo próprio prefeito Artur Neto que, com a habilidade não muito própria de um diplomata, humilhou seu vice publicamente ao demiti-lo do cargo de secretário de infraestrutura, sem lhe dar a menor satisfação. Tá vendo o que dá jogar errado?

Rebeca

rebeccaEla bem que resistiu a ideia de ser a vice de Braga, Chegou até, sem querer, a fazer um dos principais sites de notícia da cidade a dar a maior “barrigada” (expressão jornalística que significa publicar notícia falsa ou errada com o maior estardalhaço) ao postar notícia dizendo  que Rebeca teria negado essa possibilidade. Mas, quem passa a ser o protagonista dessa história, é seu pai e mentor político, o empresário Francisco Garcia, amigo e parceiro no jogo político, de longas datas, de Amazonino e Braga, que mostrou a filha o que era politicamente melhor para ela e para seu partido, o PP. Mais uma vez, contou com a ajuda nada diplomática do próprio prefeito Artur Neto que enrolou Rebeca até sábado passado, nove dias antes do final do prazo para definição das uniões partidárias, para depois anunciar publicamente seu apoio não para Rebeca, mas a Melo para o Governo e ainda dizendo em alto e bom som que “sempre soube qual seria sua definição de apoio”. Que jogada errada é essa minha gente? E tem mais: não esquecer que Francisco Garcia é o primeiro suplente de senador na chapa de Vanessa Grazziotin. Se Braga vence e Vanessa vira secretária de Governo, Francisco Garcia, vira senador, não é mesmo?

braga-alfredo-pracianoBom praça

E é de Brasília que vieram informações de uma estreita, amigável e respeitosa, convivência do senador Eduardo Braga com o deputado federal Francisco Praciano, que juro de pé junto, se tivessem me contado tempos atrás, eu diria na cara do fulano que estava de conversa fiada. Diz a fonte, que Braga, vira e mexe, em Brasília, alardeava aos quatro cantos, do Palácio do Planalto ao Congresso Nacional, as qualidades do seu crítico ferrenho Francisco Praciano,  o “Praça”, forma carinhosa dos amigos chamarem Francisco Praciano. Ele (Praciano), nas palavras de Braga, seria aquele cara que não é venal em momento algum, alguém que não vive de favores e que não faz do seu voto moeda de troca, homem leal, digno, que os interesses do Amazonas estão acima de seus interesses e etc, etc, etc… Braga se desdobrou para conquistar a simpatia de Francisco Praciano, que agora, pelo que parece passa a ser “Praça” pra ele também.