Do ovo ao Proama: no reino do faz de conta!

Artur-Reino do Faz de Conta

Bem que esse texto poderia começar assim: Era uma vez um reino que nasceu de um ovo… E nesse caso, não há nem a necessidade de uma discussão travada pelo “Conselho dos Notáveis” do rei Artur do que veio primeiro, o ovo ou o reino – plágio da discussão filosófica do que veio primeiro o ovo ou a galinha – porque fica muito fácil deduzir como essa estória começou, quando um (a) determinado “bobo da corte” decidiu inventar uma estória de jogar um ovo, que não se transformou numa galinha, virou cuspe. E aí, o reizinho pegou o ovo e fez um omelete de faz de conta, e se disse perseguido pelo “exército” vermelho da rainha comunista má (Vanessa) que queria transformá-lo num homem cruel que agride seus adversários com ovos e cuspe. Fez a sua melhor cara de reizinho ofendido, vítima de um complô cruel, e o povo ficou do seu lado, elegendo-o prefeito de Manaus.

Mas, aí o povo começou a notar que o reizinho ao invés de dar jeito de melhorar a vida dos seus súditos, com transporte de qualidade, saúde e educação, não conseguiu nem mesmo administrar um amontoado de tubo pra distribuir uma coisa básica que é a água. Ganhou de presente um tal de Proama e achou que era “brinquedinho” fácil de manipular – sem contar que achou meio chato porque nem dava pra usar sua s roupinhas de gari pra dia de coleta de lixo, operário da Manaus Ambiental pra quando desaba adutora, ou lutador de jiu-jitsu e pulo de paraquedas agarrado no instrutor.  Bastava ter criado um aparato de defesa do sistema, algo que se chama “defensas” dos pilares da obra, estruturas simples que podem ser metálicas e emborrachas que assimilam o impacto de embarcações e balsas sem comprometer a estrutura da construção. Mas, não fez! E o reizinho pensou: E agora, o que fazer, não tem mais ovo e nem cuspe no mundo do faz de contas!?!?

Mas, como se está de novo em tempos de “batalha” no reino (eleições estaduais), e como a teoria da conspiração do ovo surtiu efeito, agora é a vez de repetir mil vezes para os “escribas” (escritores a serviço do rei na antiguidade)  que o “exército dos malvados vermelhos” voltou a perseguir o “pobre” reizinho indefeso, mandando uma balsa pra bater no tal do Proama pro povo ficar sem água. O reizinho até “importou” de outros reinos, lá das bandas da Arábia, uns tais de “terroristas” que a gente nunca tinha ouvido falar nos trópicos verdes – se bem que o povo da Zona Norte e Leste tá numa secura pior do que no deserto das Arábias.

Mas, só que o povo quer saber é da solução para o problema. Onde estão os poços que foram abertos por “reis” anteriores e que até agora não foram reativados pra minimizar o problema? E será que dá pra agilizar o conserto do Proama e deixar de xurumelas? Mas, assim como usou o ovo pra fazer um omelete no mundo do faz de conta, o reizinho decidiu deixar o povo no “deserto” da falta d’água porque tá pensando que pode, de novo, colocar o povo contra seus opositores, a quem anda chamando de “gente do mal”, “perseguidores raivosos”, nos comícios a favor da candidatura de seu “mestre dos magos”, o governador. Diz o reizinho que, se não conseguiu mudar o reino pra melhor, foi a perseguição de uma tal rainha má da estrela vermelha (Dilma) que tirou seu “ouro”, saqueou seu reino, com a ajuda do líder do seu “exército” (Braga). Só que os notáveis do reizinho esqueceram de pensar em como fazer a mágica pra desaparecer os milhões repassados pelo Governo Federal para um monte de programas sociais que sempre são usados pra enaltecer seus feitos – e serão bandeira de campanha, com certeza!. Dessa vez, é arriscado o ovo quebrar e não nascer nem mesmo galinha, que dirá reino! (Any Margareth)