Pacientes renais crônicos protestam em frente ao HUGV por diminuição de 50% no atendimento para hemodiálise (ver vídeo)

Foto: Luis Mendes/Radar Amazônico

Com faixas e cartazes, familiares e pacientes renais crônicos fizeram uma manifestação em frente ao Hospital Universitário Getúlio Vargas, na manhã desta terça-feira (21), na Avenida Boulevard Álvaro Maia, devido à redução de 50% no atendimento para quem realiza hemodiálise.

De acordo com os pacientes, a administração do hospital informou que essa medida foi adotada em razão de corte nos repasses de recursos públicos federais – ler governo de Messias Bolsonaro – para manutenção e contratação de médicos e que os pacientes serão  encaminhados para os hospitais do Estado, que por si só já estão lotados.

São 26 pacientes da capital e do interior que fazem tratamento no HUGV e que necessitam fazer hemodiálise por pelo menos três vezes na semana. Vale ressaltar que caso não seja realizado há várias complicações como inchaço e dores, problemas pulmonares e cardíacos e, inclusive, pode levar a morte.

Corte de verba federal

O corte de verbas foi feito pelo presidente Bolsonaro ainda em plena pandemia, no orçamento de 2022, que atingiu em cheio os hospitais ligados às universidades federais. O corte aos hospitais representa 20,8% do total aprovado pelo Congresso em dezembro de 2021, que previa R$ 481,9 milhões para a finalidade “funcionamento e gestão de instituições hospitalares federais”.

Segundo Marinilson Silva, que é irmão de um paciente atendido pelo hospital, a redução afeta em tudo e principalmente na qualidade de vida dos que precisam do atendimento.

“Corta a verba, no caso da hemodiálise aqui, vai atrapalhar muito a vida do paciente renal crônico que faz o tratamento três vezes por semana e se tem um feriado na semana ele faz o reforço também” disse o homem.

Ainda em relatos dos manifestantes, desde dezembro do ano passado está havendo essa redução, após cortes de R$100 milhões da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que administra os centros médicos ligados às instituições de ensino.

Durante a transmissão, a reportagem tentou falar com o superintendente do Hospital Universitário Getúlio Vargas, Júlio Mário de Melo Lima e também com Luiz Carlos de Lima, que é o gerente de Atenção à Saúde, mas trancaram as portas do hospital para impedir a passagem da reportagem do Radar e se limitaram em dizer que o diretor do hospital e o gerente não estavam no local.