“Padre” prefeito de Coari prevê mais de 2.200 mortos no município e fecha contrato de R$ 3,2 milhões pra compra de caixão

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O prefeito em exercício de Coari, irmão afastado da Missão Redentorista, Igson Monteiro, chamado popularmente de “padre” porque assim é que se apresentava durante as eleições em 2012 quando se candidatou a vice na chapa de Adail Pinheiro, assinou contrato (ver documento publicado no Diário Oficial dos Municípios no final da matéria) com a empresa ILMACC Comércio e Serviços Póstumos Ltda, em agosto desse ano, para “executar serviços funerários”, pelo período de 12 meses, no valor de R$ 3.298.940,00 (três milhões e duzentos e noventa e oito mil e novecentos e quarenta reais).

Segundo fontes do Radar ligadas à Prefeitura de Coari que lidam com o auxílio-funeral, levando-se em consideração o preço médio de uma urna funerária de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), – nem vamos usar preço de caixão barato, viu gente? –, o “padre” prefeito de Coari, Igson Monteiro, ao gastar R$ 3,2 milhões estaria dando a “Extrema-unção” (sacramento da igreja católica que prepara os enfermos para a morte) em cerca de 2.200 mortos em apenas um ano.

E enquanto eu escrevia esta matéria, parceiros do Radar mandaram mais uma informação sobre a, no mínimo estranhíssima, compra de milhões em caixão pela Prefeitura de Coari. A empresa ILMACC seria da mesma família proprietária da empresa Canaã que fornece urnas funerárias para a Prefeitura de Coari, administração após administração, sem nunca perder uma licitação. Só que a ILMACC estaria no nome do filho do proprietário da empresa Canaã, Sr. Coutinho. (Any Margareth)

DOC IGSON