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Painel eletrônico, denúncias e contrato sem licitação

No ano passado, já no final da administração do então presidente Isaac Tayah, virou escândalo a compra de um painel eletrônico para o plenário da CMM, por R$ 1 milhão, processo licitatório colocado sob suspeição, por possível superfaturamento do equipamento, acusações de haver conluio com o presidente do Poder para beneficiar a empresa (Imply Tecnologia Eletrônica) , e é lógico beneficiar a si próprio. A atual administração da Câmara Municipal de Manaus – leia presidente Bosco Saraiva – provocou o Ministério Público do Estado (MPE) a investigar o processo licitatório, o nome da empresa foi exposto em todos os veículos de comunicação da cidade. Sem nem mesmo esperar que o MPE desse parecer final, pela ilegalidade ou não, do processo licitatório, o atual presidente da CMM decidiu por cancelar o certame, desistir da compra do painel eletrônico e, como inclusive foi alardeado por Bosco Saraiva, em toda a imprensa local, provar que bastava apenas a compra de um software por míseros R$ 30 mil para acrescentar o nome dos três vereadores que precisavam estar incluídos no painel eletrônico para as votações da Casa.  O Radar pergunta: Esses fatos não demonstram que a empresa não é lá muito idônea? Se você, um simples cidadão, como quaquer um de nós aqui do Radar, tem provas de que alguém faz negócios ilegais, você ainda faria qualquer tipo de negociação com essa mesma pessoa?

CMM e Imply

Pois, para a atual administração da Câmara Municipal de Manaus, a confiablidade da empresa Imly Tecnologia Eletrônica não sofreu qualquer arranhão com o “escândalo” da compra do painel eletrônico, já que, desta vez, sem nem mesmo fazer licitação, o presidente Bosco Saraiva assinou, no 01 de abril (bem no dia da mentira) um despacho de dispensa de licitação, com contrato para prestação de serviço de manutenção preventiva e corretiva no sistema de votação” do painel eletrônico do plenário, aquele mesmo que a empresa disse que precisava ser trocado por outro de R$ 1 milhão, e acabou custando aos cofres públicos apenas R$ 30 mil reais, com a compra de um software. O valor do contrato é de R$ 187.200,00 (cento e oitenta e sete mil e duzentos reais) Então, pergunta-se novamente, a empresa tem tanta credibilidade, tanto ela cobra o preço correto que não precisa nem de licitação? Então, pra que ter colocado a empresa sob suspeição? Ou será que aquela confusão toda era só jogo político pra ocupar espaço na imprensa, posando de paladino da moral?

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