Pais reclamam que não foram comunicados de mudança em turno de estudantes matriculados no CMPM V

A direção da escola não consultou os pais e responsáveis pelos alunos e os transferiu de turno

Foto: Divulgação

Mais de 450 pais de estudantes da Escola Estadual Tenente Coronel Cândido José Mariano (CMPM V), localizada no bairro Flores, zona Centro-sul de Manaus, estão se sentido desrespeitados com a mudança de turno de seus filhos na instituição.  Isso porque a direção da escola decidiu mudar o horário das turmas para o ano letivo de 2022, sem nenhum tipo de consulta com os responsáveis dos estudantes.

A denúncia feita pela Comissão de Pais de alunos da escola reclamam que a decisão irá impactar negativamente na rotina deles, principalmente, para aqueles que  possuem mais de um filho matriculado no CMPM V, e para aqueles que necessitam de tratamentos médicos e terapias, os alunos com deficiência (PCD), dentre outras situações.

Muitos desses pais já planejaram o contra turno para a realização de outras atividades como cursos livres e também para realização de terapias.

Para Luiz Fabiano da Costa, de 43 anos, pai de dois alunos que estudam na instituição, a mudança repentina dos turnos, mesmo após a renovação das matrículas, pegou todos de surpresa e trouxe inquietações tanto para os responsáveis quanto para os alunos.

“Tenho dois filhos no CMPM V e com a mudança, um vai estudar no matutino e outro no vespertino. Isso ficou bastante inviável, levar um filho pela manhã e buscar, ir para casa e pegar o outro, deixar e buscar novamente. Nem o tempo e a logística não permitem, a gente só pede o bom senso para que seja revista essa decisão”, afirmou Fabiano.

Mãe de um filho diagnosticado com autismo e que vai cursar o 6º ano no CMPM V, Rilna Maquiné teme que a troca dos turnos acarretará a perda do tratamento terapêutico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), afetando assim o desenvolvimento e qualidade de vida da criança.

“Meu filho estudava de manhã e fazia terapias numa ONG pela tarde. Essa mudança vai impactar de forma gigantesca na nossa vida, porque ele vai perder a vaga da terapia, não é tão fácil trocar de horário, tem uma fila de espera e também não vou poder acompanhar meu filho nas atividades da escola”, lamenta a mãe.

No intuito de buscar soluções para o impasse, a Comissão de Pais dos alunos do CMPM V pediu ajuda do deputado estadual Wilker Barreto para terem seus apelos atendidos. Como resposta, o parlamentar enviou ofícios para o Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Amazonas, que gerencia a escola, e a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-AM) solicitando que a decisão tomada seja revogada.

“Estamos falando de 450 pais de famílias que foram prejudicados por falta de gestão, eles não podem pagar pelos erros dos outros. São filhos que estudam há bastante tempo na escola e já têm uma certa rotina com cursos, tratamentos médicos. Por isso, peço encarecidamente que a decisão seja revista e os pais possam iniciar 2022 de forma tranquila”, ponderou Barreto.

(*) Com informações da assessoria