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Países emergentes produzem bilionários mais rápido, diz relatório

Países emergentes produziram bilionários a um ritmo mais rápido que os desenvolvidos, aponta o UBS Wealth Management Global (área de gestão de fortunas do banco suíço). Segundo a instituição, a população de bilionários nesses países cresceu 14 vezes entre 2000 e 2017, enquanto em nações desenvolvidas o aumento foi de apenas três vezes.

A presença de bilionários oriundos de emergentes na lista da Forbes inclui nomes como o mexicano Carlos Slim (7º), o chinês Jack Ma (20º) e o brasileiro Jorge Paulo Lemann (29º). O crescimento de empresas chinesas, por exemplo, ajuda a Ásia a criar um novo bilionário a cada dois dias.

Assim, outro estudo do UBS, com a consultoria PwC, estima que a riqueza total dos bilionários do continente asiático vai superar a dos americanos em quatro anos.

“Quer os investidores decidam aplicar diretamente ou não em mercados emergentes, eles estão cada vez mais expostos à sua esfera de influência econômica, financeira, política e até cultural”, afirma no relatório Jorge Mariscal, diretor de investimento de mercados emergentes do UBS GWM.

Mariscal observa que, desde 2003, o volume de negociação de ações em mercados emergentes se expandiu dez vezes, contra menos de três em países desenvolvidos.

O relatório aponta que problemas generalizados de inflação que caracterizaram emergentes “são coisa do passado” e que vários países aumentaram suas reservas cambiais –no Brasil, por exemplo, elas subiram de 5% do PIB (Produto Interno Bruto), em 2000, para 19%, em 2017.

Nem tudo, porém, são boas notícias. Mariscal diz que o progresso na modernização das instituições desses países tem sido lento e que esforços para fortalecer o estado de direito, controlar a corrupção e capacitar marginalizados foram insuficientes.

Uma área em que o desempenho dos países em desenvolvimento deixa muito a desejar, para o UBS, é na qualidade de instituições, em quesitos como estabilidade política e qualidade regulatória.

Mariscal também destaca que o ano não tem sido fácil para os emergentes, que enfrentam “ventos contrários” com crescentes tensões comerciais entre os EUA e seus principais parceiros e o aumento dos juros americanos.

Além disso, diz, há incertezas globais e locais conforme “movimentos anti-establishment e antiglobalização colorem corridas eleitorais pelo mundo”.

Fonte: Folhapress.