Palmeirenses se unem a corintianos em protesto contra Bolsonaro na Paulista 

Um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) junta torcedores do Corinthians e do Palmeiras na Avenida Paulista no início da tarde deste domingo (31).

Por volta das 13h, a manifestação juntava centenas de pessoas e bloqueava a via no sentido Consolação. A exemplo de protestos a favor do presidente nas últimas semanas, os manifestantes produziam uma grande aglomeração.

No início da tarde, a segurança da PM era reforçada no local. De acordo com a SSP (Secretaria de de Segurança Publica), mais de 200 policiais militares estão na avenida e imediações.

“O futebol é o que une as pessoas nesse país, não poderia ser diferente em um momento como esse”, afirma o autônomo Wagner de Souza, de 45 anos e torcedor do Palmeiras.

Ele chegou ao vão do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo), onde a maioria dos manifestantes está de preto ou carrega adereços do Corinthians, acompanhado de um grupo de dezenas de palmeirenses autodenominado “Palestra Antifacista.”

Nas redes sociais, o ato virou motivo de disputa entre torcedores dos dois times paulistas.

No dia 24 de maio, um grupo de palmeirenses chamou a atenção ao publicar fotos em um ato contra o isolamento social e o governador João Doria, também na Av. Paulista. Com as imagens, os torcedores postaram provocações e ameaças a rivais do Corinthians, que semanas antes tinham ido ao mesmo local protestar contra Bolsonaro. As fotos geraram notas de repúdio de torcidas organizadas antifascistas.

Representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acompanhavam o ato no local. Em outro ponto da Paulista, mais próximo à Fiesp (Federação das Indústrias do estado de SP), manifestantes a favor do presidente, em menor número, também reuniam-se com bandeiras do Brasil e camisetas da seleção. A Polícia Militar separou os dois grupos com cordões de isolamento, com a distância de um quarteirão para cada uma das manifestações.

Em nenhum dos dois lados as aglomerações respeitam as normas de distanciamento social recomendadas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.