Pandemia volta a ficar descontrolada e governo fecha tudo; somente serviços essenciais ficam abertos

Aglomeração no centro de Manaus, nesta quarta-feira (23), para compras natalinas. Foto: Luiz Mendes

As notícias que chegam ao Radar sobre a reunião que está acontecendo do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Covid-19 é que o aumento no número de novos casos de pessoas infectadas com o novo coronavírus no Amazonas e a ocupação de leitos nos hospitais chegando a níveis preocupantes, vai fazer com o que o Governo do Estado volte a fechar, do dia 26 de dezembro ao dia 10 de janeiro, o comércio de serviços não essenciais, como por exemplo, bares, restaurantes (só delivery ficaria funcionando), casas noturnas.

Somente serviços essenciais como drogaria, bancos e supermercados permanecerão abertos. O Comitê de Enfrentamento ao Covid-19, além de representantes do Governo do Estado, tem a participação de diversos órgãos como a Defensoria do Estado do Amazonas (DPE-AM), Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM).

A decisão ocorre menos de um mês após o governador Wilson Lima flexibilizar o decreto de proibição de funcionamento de estabelecimentos não essenciais e autorizar a volta do funcionamento de bares e casas de show, como restaurantes, que estavam fechados desde o dia 24 de setembro.

Mas, apesar da flexibilização determinar o respeito às normas sanitárias contra a Covid-19, muitas pessoas passaram a desrespeitar o uso obrigatório de máscaras e álcool gel, o distanciamento social e a regra de não provocar aglomerações.

O Amazonas já ultrapassa o número de 5.100 mortos pela Covid-19, e registrou, segundo o boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), o diagnóstico de 1.217 novos casos de coronavírus em apenas 24 horas, aumentando para 193.544 o número de casos de doença registrados no Estado.

Os hospitais já indicam aumento nos números de ocupação de leitos de UTI. O Hospital Delphina Aziz está com 90,7% de ocupação, o Pronto-Socorro 28 de Agosto apresenta ocupação de 73%, o Hospital João Lúcio tem 85,7% e o Hospital Platão Araújo apresenta 75% dos leitos de UTI ocupados.