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Para Bolsonaro “não dá pra conciliar combate à violência com direitos humanos”

Após receber peia de todo lado – mas há quem apoie – por dizer que daria “carta branca” para a PM matar, o presidenciável e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), 62, mudou o discurso e disse, durante visita a Manacapuru (85 km de Manaus), que a autorização dada será para ele (policial) “não morrer”. Bolsonaro explicou: “Eu não quero dar carta branca pro policial matar, eu quero dar carta branca pro policial não morrer. E, se para não morrer, tem de matar, que faça o seu serviço”, disse.

Mas, no mesmo diapasão de apoiar policial que mata, segundo ele, agora diz que é pra se defender, lá veio Bolsonaro com mais uma de suas opiniões que nem Freud explica, ao opinar que “não dá pra fazer política de combate à violência, de segurança pública, tendo ao lado direitos humanos. Ou achar que todo mundo deve ser tratado igualmente mesmo quando está fazendo a coisa errada.”

Após atender a dezenas de pedidos de selfies e de posar para uma foto com seguidores diante da igreja da praça, Bolsonaro deu entrevista a uma rádio local, onde atacou ambientalistas e defendeu a desburocratização das licenças ambientais.

O ex-capitão do Exército disse que uma licença para uma usina hidrelétrica pequena deveria durar “não mais do que uma semana, e não três, quatro, seis anos”.

O presidenciável defendeu que o programa Minha Casa, Minha Vida seja repassado para as prefeituras e falou em aumentar os investimentos em pesquisa.