Para deputado, interdição da pista de pouso de Pauini amplia isolamento do município

O deputado Serafim Corrêa (PSB) criticou, nessa quinta-feira (1), o pedido de interdição da pista de pouso do município de Pauini feito pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), pelo prazo de 180 dias. Para o parlamentar, a medida aumenta o isolamento do município, onde só é possível chegar por meio do transporte fluvial e aéreo.

O pedido de interdição do órgão foi feito após duas pessoas morrerem atropeladas por aeronaves. Segundo Serafim, uma solução para frear a interdição seria a prefeita de Pauini, Eliana Amorim, construir cercas isolando acesso de pedestres e de automóveis na extensão da pista.

“O Ministério Público entrou com uma ação pedindo a interdição da pista por 180 dias, prazo no qual ele quer que o Governo do Estado construa um novo aeródromo. O que há de ser feito, ao meu ver, e isso fica dentro da racionalidade, é determinar à Prefeitura que faça a cerca do campo de pouso, não permitindo o tráfego nem de pessoas e nem de veículos na pista. Essa medida é mais racional do que interditar o lugar”, disse Serafim.

De acordo com o titular da Promotoria de Justiça de Pauini, promotor Cláudio Facundo de Lima, o primeiro caso ocorreu no dia 22 de agosto de 2012, quando um homem trafegava em uma motocicleta pela pista do aeroporto e foi atingido por uma aeronave, que realizava o procedimento rotineiro de pouso.

O segundo caso aconteceu este ano, no último dia 27 de outubro, quando o avião Sêneca, Prefixo PT-RXQ, que estava em solo, em processo de frenagem após o pouso, atingiu Adilson dos Santos Pereira. A vítima sofreu traumatismo craniano e faleceu ainda na pista.

Com informações da assessoria do parlamentar.